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    Quem é Arnaldo Ribeiro, apontado como fornecedor de armas do CV e que movimentou mais de R$ 150 milhões nas contas bancárias

    há 19 horas

    Vídeo mostra momento em que fornecedor de armas do CV é preso em Suriname A Polícia Federal (PF) prendeu neste fim de semana, na Operação Red Fox, Arnaldo Ribeiro, apontado como fornecedor de armas do Comando Vermelho (CV) que estava no Suriname e movimentou R$ 150 milhões. Foi ao negociar um lote de 10 fuzis AK-47 com o traficante Edgard Alves Andrade, o Doca, um dos chefes do Comando Vermelho, que o nome de Arnaldo Ribeiro entrou no radar da Polícia Federal. Esse maranhanse, de 40 anos, é apontado pela PF como o principal fornecedor de armas da facção carioca que se utiliza da fronteira norte. Baseado no Suriname, morando em uma mansão na capital, Paramaribo, Arnaldo é suspeito de controlar a rota que deu origem à operação Red Fox, deflagrada pela Polícia Federal durante o fim de semana. Em suas contas bancárias, chamou a atenção dos investigadores uma movimentação considerada "atípica" da ordem de R$ 153 milhões. A Operação Red Fox foi deflagrada para cumprir 13 mandados de prisão, expedidos pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A Justiça determinou o bloqueio de meio bilhão de reais em bens, além da suspensão das atividades econômicas da empresa de fachada. De acordo com as investigações da Superintendência da PF no Rio de Janeiro e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF), Arnaldo Ribeiro ainda é suspeito de receber R$ 150 mil, em valores fracionados em contas bancárias de sua propriedade. Arnaldo Ribeiro Reprodução Para os investigadores, Arnaldo Ribeiro era o "recebedor direto" do dinheiro obtido com a venda de armas. Com o dinheiro em conta, Arnaldo, segundo a investigação, repassou os valores para outros operadores. Para a sua mulher, Denise Mendonça, por exemplo, foram enviados R$ 26,6 milhões. Arnaldo e a mulher, Denise Mendonça, foram detidos pela polícia surinamesa em uma mansão em Paramaribo e extraditados. O casal recebeu voz de prisão pela PF ao desembarcar em Belém (PA). O g1 apurou que Arnaldo tratava diretamente com Edgard Alves Andrade, o Doca, um dos chefões do CV e que está foragido. Doca foi um dos alvos de prisão da Operação Red Fox, mas não foi encontrado. As vindas ao Complexo da Penha eram constantes, mas desde a Operação Contenção, em outubro de 2025, Arnaldo não veio mais ao Rio se fixando numa mansão luxuosa no Suriname. Mansão em Paramaribo, no Suriname, onde o fornecedor de armas do Comando Vermelho Arnaldo foi preso Reprodução
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