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    Após ficar fora da primeira partida, torcedor da RD Congo que fica imóvel durante os jogos estreiará na Copa; entenda quem é

    há 18 horas

    Quem é o torcedor da RD Congo que fica imóvel durante as partidas e homenageia um herói Depois de não conseguir viajar a tempo para os EUA, devido a problemas com a epidemia de ebola, Michel Kuka Mboladinga deverá estar presente em meio a torcida da República Democrática do Congo no jogo desta terça-feira (23), contra a Colômbia pela segunda rodada da Copa do Mundo de 2026. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Messi supera Klose e é o maior artilheiro da história das Copas Vestido com as cores da bandeira do país, imóvel durante toda a partida e com braço erguido, Mboladinga se tornou um dos principais símbolos da seleção congolesa por homenagear um herói nacional morto há mais de seis décadas. A pose reproduz a imagem de Patrice Lumumba, líder da independência da República Democrática do Congo e considerado um dos principais símbolos da luta anticolonial na África. Mboladinga ficou famoso durante a Copa Africana de Nações de 2025, quando ficava imóvel, por 90 minutos nas arquibancadas, reproduzindo a postura da estátua erguida em homenagem ao ex-primeiro-ministro em Kinshasa, capital do país. A homenagem viralizou, chamando a atenção dos torcedores, da mídia e da seleção congolesa, que convocou o torcedor para fazer parte da delegação oficial do país. O torcedor da República Democrática do Congo Michel Kuka Mboladinga posa caracterizado como uma estátua de Patrice Lumumba, herói da independência do país. REUTERS/Siphiwe Sibeko/Foto de arquivo Quem foi Patrice Lumumba? Considerado um herói nacional, Patrice Emery Lumumba foi o principal líder do movimento que levou a República Democrática do Congo à independência da Bélgica em 1960. Antes disso, o território viveu um dos períodos coloniais mais violentos da história moderna. Inicialmente controlado pelo rei Leopoldo II da Bélgica, o chamado Estado Livre do Congo foi palco de um regime marcado por trabalho forçado, mutilações, massacres e exploração da população local para extração de recursos naturais. Historiadores estimam que até 10 milhões de congoleses morreram entre o fim do século XIX e o início do século XX. Foi nesse contexto que surgiu Lumumba. Defensor da unidade nacional e da autodeterminação dos povos africanos, ele fundou o Movimento Nacional Congolês (MNC) e se tornou a principal voz da independência do país. Em junho de 1960, quando o Congo conquistou sua independência, Lumumba assumiu o cargo de primeiro-ministro. Seu governo, porém, durou poucos meses. Em meio à Guerra Fria, o líder passou a ser visto com desconfiança por potências ocidentais. Ele foi deposto em um golpe liderado pelo então coronel Joseph Mobutu, que posteriormente governaria o país como ditador por mais de três décadas. Patrice Lumumba, herói da República Democrática do Congo. Reprodução Preso por seus adversários, Lumumba foi executado em 17 de janeiro de 1961. Investigações realizadas décadas depois apontaram o envolvimento de autoridades belgas e da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) na conspiração que levou à sua morte. Após o assassinato, seu corpo foi dissolvido em ácido para impedir que o túmulo se transformasse em local de peregrinação política. Restou apenas uma coroa dentária de ouro, devolvida à família de Lumumba pela Bélgica apenas em 2022, mais de 60 anos após sua morte. A morte transformou o ex-primeiro-ministro em mártir da independência congolesa e em símbolo da luta contra o colonialismo em toda a África. Agora, na Copa do Mundo de 2026, a imagem do líder reaparece para acompanhar a seleção da RD Congo em sua segunda participação na história. A única presença anterior havia sido em 1974, ainda sob o nome de Zaire O torcedor da República Democrática do Congo Michel Kuka Mboladinga caracterizado como Patrice Lumumba. AP
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