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    Polícia apura se fonoaudiólogo preso no DF abusou sexualmente de outras cinco crianças com autismo

    há 3 meses

    Polícia recebe novas denúncias contra fonoaudiólogo preso suspeito de abuso sexual infantil Mais cinco famílias procuraram a Polícia Civil do Distrito Federal nesta semana para pedir apuração de possíveis abusos sexuais contra crianças com autismo. As supostas vítimas também foram atendidas pelo fonoaudiólogo Thiago Oliveira Lima, de 37 anos – preso na quarta (11) por suspeita de abuso sexual contra uma criança autista de 4 anos. Segundo a investigação, o preso trabalhava como fonoaudiólogo em uma clínica especializada no atendimento de crianças com o transtorno. As outras cinco famílias afirmaram à polícia que as crianças – que têm entre 2 e 8 anos e também são do espectro autista – tiveram mudanças de comportamento após consultas com o suspeito. Os casos vão ser investigados em novos inquéritos, segundo a delegada Elisabeth Frade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. "Vai ser instaurado um inquérito separado para cada um desses casos. Cada um deles tem sua peculiaridade, alguns ali, de crianças não verbais. Tem outros que a criança consegue se expressar e contar o que aconteceu", afirma a delegada. Violência e abuso sexual infantil: saiba como denunciar Amostras genéticas na clínica Durante a investigação, peritos do Instituto de Criminalística da Polícia Civil vasculharam o armário e a sala em que o fonoaudiólogo atendia e colheram 46 amostras genéticas. Os laudos devem ficar prontos em 10 dias. "Foram 46 pontos diferentes da sala e do armário, que tinham a presença de fluido biológico. Então, a gente não sabe ainda do que se trata esse fluido. [...] A gente está aguardando esse laudo para saber se esse material também pode ser sêmen", diz a delegada. Primeira denúncia Criança com mão no rosto Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo O crime teria ocorrido em dezembro de 2025. Os agentes também cumpriram, em Taguatinga, no Distrito Federal, dois mandados de busca e apreensão de celulares, computadores e materiais que permitam confronto genético. Segundo depoimento, ao sair do consultório do profissional, a criança estava "em crise", chorando intensamente, causando alerta na mãe. No momento em que a mulher foi trocar a fralda da criança, encontrou um fio de cabelo que não era o seu. A mãe registrou ocorrência na Polícia Civil e apresentou a fralda e as roupas usadas pela criança durante o atendimento com o suspeito. Um exame constatou a presença de espermatozóides nos objetos. O trabalho de perícia também foi realizado na clínica onde o homem trabalhava. No local, os policiais encontraram diversos pontos contendo material genético, coletados para novos exames para saber se trata-se de sêmen. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
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