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    Inverno 2026 começa no domingo: veja como vai ser a estação em todas as regiões do Brasil

    há 11 horas

    Como vai ser o inverno de 2026? O inverno de 2026 só começa às 5h24 deste próximo domingo (21), no horário de Brasília — instante do solstício que traz a noite mais longa do ano —, mas os primeiros dias gelados da estação devem aparecer logo na virada deste fim de semana, principalmente em boa parte do Centro-Sul do país. De acordo com a Climatempo, a tendência para o inverno é de um frio concentrado no início da estação, com chuva acima da média no Sul e pancadas fora de época no Sudeste e no Centro-Oeste. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia No Norte e no Nordeste, o tempo deve ficar predominantemente seco e quente. Julho deve ser o mês mais rigoroso. Duas fortes massas de ar frio são esperadas para o período — uma no meio e outra no fim do mês —, capazes de levar geada e temperaturas abaixo de zero ao Sul e a algumas áreas do Sudeste. Uma dessas investidas polares pode empurrar o ar frio até as regiões de Goiânia (GO) e Brasília (DF), o norte de Minas Gerais e o extremo sul da Bahia. A neve, sempre rara, tem mais chance de aparecer nas serras gaúchas e catarinenses nos primeiros dias da estação e ao longo de julho. A primeira onda de frio, porém, chega antes disso. A previsão é de que uma forte massa de ar polar avance pelo interior do país entre os dias 22 e 30 de junho. Ela deve atingir o Sul, partes do Sudeste e do Centro-Oeste. Esse mesmo ar gelado deve provocar friagem em Rondônia, no Acre e no sul do Amazonas. "A tendência é que o começo do inverno seja marcado por mais episódios de frio. Nesse período, massas de ar de origem polar devem avançar com mais frequência pelo país e podem chegar até áreas do Norte do Brasil, provocando quedas bruscas de temperatura", explica César Soares, meteorologista da Climatempo. Amanhecer com geada e muito frio na manhã na cidade de Curitiba, Paraná. MAURO FANHA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO A partir da segunda quinzena de agosto, as massas de ar polar perdem força e as temperaturas voltam a subir, muitas vezes acima da média histórica. Picos de calor são esperados para agosto no Centro-Oeste, no Sudeste, no Norte e no Nordeste. Em setembro, nas últimas semanas da estação, cresce o risco de ondas de calor, sobretudo no Centro-Oeste, no Norte e no Nordeste. "Na segunda metade da estação, principalmente a partir da segunda quinzena de agosto, o frio tende a perder força. A previsão é de que as temperaturas fiquem menos baixas e, em algumas regiões, até acima da média climatológica para o período", acrescenta César. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Temperaturas no inverno. Arte/g1 No quesito chuva, o destaque continua sendo o Sul. A passagem mais frequente de frentes frias deve deixar a região mais úmida que o normal, e o sudoeste do Paraná pode registrar volumes bem acima da média. Os temporais, porém, tendem a ser mais pontuais, sem a abrangência vista em 2024. O Sudeste e o Centro-Oeste, onde o inverno costuma ser seco, podem ter pancadas fora de época em vários momentos do trimestre. Ainda assim, boa parte dessas duas regiões terá muitos dias de ar seco e grande variação de temperatura entre a manhã e a tarde. Já o extremo norte do país e a faixa leste do Nordeste devem ficar mais secos que o habitual — o que, somado ao calor, mantém aceso o alerta para queimadas, sobretudo na região do Matopiba, entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Já o El Niño, que voltou a se formar oficialmente na primeira semana de junho, deve influenciar o comportamento do tempo principalmente na segunda metade do inverno. O fenômeno, marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, vem se fortalecendo rapidamente e pode atingir uma intensidade forte a muito forte nos próximos meses. Neve, chuva congelante, chuva congelada e geada: entenda as diferenças entre os fenômenos Veja abaixo o que os meteorologistas esperam para cada mês da estação: Julho Mês mais frio do inverno, com duas fortes massas de ar polar previstas — uma na metade e outra no fim do mês. As duas devem atingir o Sul, o Sudeste e o Centro-Oeste, podendo chegar até o norte de Minas Gerais e o extremo sul da Bahia. O Sul deve ter dias de frio intenso, com temperaturas abaixo de zero nas áreas mais altas. A neve é possível nas serras gaúchas e catarinenses. A chuva deve ficar acima da média no Sul, sobretudo no sudoeste do Paraná. No restante do país, o tempo tende a ser mais seco, com pancadas apenas isoladas. No Centro-Oeste e no interior do Nordeste, os dias tendem a ser quentes, com grande variação de temperatura entre manhã e tarde. Rondônia, Acre e sul do Amazonas podem ter friagem durante o mês. Agora no g1 Agosto O frio perde força na segunda quinzena, e as temperaturas começam a subir no Centro-Oeste, no Sudeste, no Norte e no Nordeste — algumas áreas podem registrar picos de calor. Uma frente fria continental ainda deve passar pelo interior do país, levando chuva a áreas do Sudeste e do Centro-Oeste. O Sul segue com chuva mais frequente, mas a chance de geada ampla diminui em relação a julho. O ar seco predomina em grande parte do território, e o risco de queimadas cresce no Matopiba e em áreas do Centro-Oeste e do Norte. Rondônia, Acre e sul do Amazonas ainda podem ter episódios de friagem. Setembro Último mês do inverno, com temperaturas acima da média em grande parte do país. O risco de ondas de calor aumenta, sobretudo no Centro-Oeste, no Norte e no Nordeste. A chuva começa a retornar de forma gradual no Centro-Oeste e no Sudeste, mas o Sul ainda deve seguir mais úmido que a média. No Norte e no Nordeste, o tempo permanece predominantemente seco. No Matopiba, o retorno das chuvas deve atrasar em relação ao que seria esperado para o início da primavera. Veja agora o que esperar do inverno de 2026 em cada região do país: Região Sul A região deve ter inverno mais chuvoso que a média e o frio tende a ser menos persistente que em maio e junho, justamente por causa das chuvas mais frequentes. As temperaturas devem ficar perto da média da estação. Geada ampla e até neve são possíveis nas áreas mais altas já na primeira semana e em julho. Em Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e Florianópolis (SC), os dias gelados devem se intercalar a períodos de chuva ao longo do trimestre. ☁️ Veja a previsão do tempo na sua cidade Chuva no inverno de 2026. Arte/g1 Região Sudeste As chuvas devem ficar perto da média em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, acima do normal no centro-sul de São Paulo e abaixo da média no Espírito Santo. As temperaturas seguem acima do normal na maior parte da região. São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ) podem sentir o frio nos primeiros dias e em julho, inclusive com risco de geada em pontos mais altos, antes de o calor voltar na reta final da estação. Região Centro-Oeste A chuva deve ficar próxima da média na maior parte do território, mas pancadas fora de hora podem aparecer ao longo dos meses. O calor predomina e fica acima da média, sobretudo na faixa central. Brasília (DF), Goiânia (GO) e Cuiabá (MT) podem registrar frio passageiro em junho e julho, quando o ar polar chega a avançar até a região, antes do retorno das temperaturas elevadas em agosto. Previsão de temperatura mínima nesta sexta (19) em todo o Brasil. CPTEC/Inpe Região Nordeste O inverno é época seca e quente na região. A chuva deve ficar abaixo da média em boa parte do território, especialmente na faixa leste. As temperaturas seguem acima do normal, principalmente no Maranhão, no oeste do Piauí e no oeste da Bahia. Recife (PE) e Salvador (BA) terão dias quentes e tempo mais firme. São Luís (MA), no extremo norte da região, vê as chuvas ficarem mais escassas conforme a estação avança. Região Norte Depois de um outono bastante chuvoso, o Norte entra na fase mais seca do ano, e a chuva deve ficar abaixo da média em quase toda a região. O calor é a marca do período, podendo passar de 1°C acima da média histórica, sobretudo no sul e no leste do Pará e no Tocantins. Belém (PA) e Manaus (AM) ainda veem alguma chuva no início, que tende a diminuir ao longo dos meses. Rondônia, Acre e o sul do Amazonas, porém, devem sentir os episódios de friagem trazidos pelas ondas de frio que avançam a partir do Sul. LEIA TAMBÉM: Raro e espetacular: caverna no Brasil só recebe luz por 3 meses e vira cenário de outro planeta Como Peru transformou um dos desertos mais áridos do mundo em um centro de produção de alimentos 80% dos corais do planeta sofreram branqueamento moderado ou severo, mostra estudo inédito Previsão para os próximos dias Nesta sexta, uma frente fria avança pela Região Sul e aumenta as condições para chuva forte, trovoadas e rajadas de vento, principalmente no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. As instabilidades começam a ganhar força já nas primeiras horas do dia no oeste e no sul gaúcho e, ao longo da tarde e da noite, avançam para outras áreas da região, incluindo o oeste catarinense, o sudoeste e o centro-sul do Paraná. Há risco de temporais isolados, com chuva moderada a forte em alguns momentos. No sábado (20), a chuva perde força no Rio Grande do Sul, mas ainda deve atingir áreas de Santa Catarina e do Paraná, especialmente no norte e no leste paranaense. Com a entrada de ar mais frio, o amanhecer pode ter temperaturas próximas de 3°C na faixa de fronteira com o Uruguai e nas áreas serranas entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Também há possibilidade de geada na Campanha Gaúcha. Primeira onda de frio do inverno começa no domingo (21). Áreas em roxo devem ser as mais afetadas. Reprodução/Jornal Nacional Nas áreas de serra, as máximas devem ficar baixas e não passar de 10°C em alguns pontos. No Sudeste, o destaque segue sendo o frio, principalmente nas áreas mais altas. Nesta sexta, a maior parte da região ainda terá tempo firme, com céu parcialmente nublado a nublado e temperaturas baixas no começo do dia. Nas serras de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os termômetros podem ficar perto de 4°C. O frio também alcança o sul paulista e o sul mineiro, com mínimas entre 5°C e 10°C. À noite, a aproximação da frente fria já pode provocar pancadas isoladas no sul de São Paulo. No sábado, a chuva avança pelo estado paulista e também pode atingir o sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. No Centro-Oeste, a sexta-feira terá aumento da nebulosidade e pancadas de chuva em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. As instabilidades chegam a partir do Paraguai e podem provocar chuva forte e trovoadas, principalmente em Mato Grosso do Sul. No sábado, a massa de ar frio começa a atuar no estado, reduz a nebulosidade em algumas áreas, mas ainda pode haver chuva isolada no norte e no leste sul-mato-grossense. O frio também aparece com mais força no sul e no oeste de Mato Grosso do Sul, onde as mínimas podem ficar entre 8°C e 10°C. Previsão de chuva nesta sexta em todo o país. CPTEC/Inpe No Norte, a chuva segue espalhada por boa parte da região. Roraima e Amazonas devem ter pancadas acompanhadas de trovoadas nesta sexta, e a condição também se repete no sábado em áreas do Acre, Amazonas, Rondônia, Pará e Amapá. Tocantins fica mais seco, com poucas nuvens e calor. As máximas mais altas devem ocorrer no Tocantins e no sudeste do Pará, com marcas entre 34°C e 38°C. No Nordeste, a chuva se concentra principalmente no litoral da Bahia, em Sergipe, Alagoas e no centro-leste de Pernambuco nesta sexta. Também há previsão de pancadas isoladas no Maranhão, no Piauí, no Ceará, na Paraíba, no Rio Grande do Norte e no nordeste baiano. O interior da região segue mais seco, especialmente no centro-oeste da Bahia e no sul do Maranhão e do Piauí. No sábado, a chuva continua em parte do litoral e do centro-norte nordestino. A Chapada Diamantina, na Bahia, deve ter madrugada fria, com mínimas entre 8°C e 10°C. 📱GloboPop: confira o palco do Jornal Nacional na plataforma de vídeos verticais da Globo Indicadores sobre o clima estão em alerta vermelho LEIA TAMBÉM: Cientistas descobrem formação geológica no Triângulo das Bermudas que pode explicar mistérios da região Japoneses processam governo por inação climática e pedem indenização É #FAKE que Amazônia não contribui para equilibrar clima do mundo
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