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    Caso Bagattini: Casal é condenado por morte de dentista após mais de 18 horas de julgamento em Vilhena, RO

    há 1 mês

    Casal que planejou assassinato de dentista em Vilhena vai a júri popular Os réus Raqueline Leme Machado e o namorado dela, Maikon Sega Araújo, foram condenados pela morte do dentista Clei Bagattini. O julgamento aconteceu em Vilhena (RO) e durou mais de 18 horas, sendo finalizado na madrugada deste sábado (25). Clei Bagattini foi morto a tiros dentro do próprio consultório, em julho de 2024. Uma terceira pessoa envolvida no crime, Maicon Raimundo, autor dos disparos, não foi a julgamento porque morreu durante uma troca de tiros com a polícia no município de Colniza (MT), após passar cinco meses foragido. O Tribunal do Júri ocorreu no Fórum Desembargador Leal Fagundes. Os jurados condenaram ambos os réus pela morte do dentista, mas com diferenças nas penas. Maikon foi condenado por homicídio duplamente qualificado: por motivo torpe, já que ele cometeu o crime para receber recompensa, e por recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena foi fixada em 23 anos e 4 meses de prisão, em regime inicial fechado. O réu não poderá recorrer em liberdade. Quanto a Raqueline Leme Machado, o júri afastou as qualificadoras e a condenou por homicídio simples. A pena foi fixada em seis anos de reclusão, em regime inicial semiaberto. Como já respondia ao processo em liberdade, ela poderá recorrer solta e seguirá sob monitoramento por tornozeleira eletrônica até o fim dos recursos. O g1 entrou em contato com a defesa dos réus, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Relembre o caso Imagens de câmeras de monitoramento e informações da secretaria do dentista apontam que Maicon Raimundo esteve duas vezes na clínica antes do crime: na primeira vez ele pediu para ser atendido especificamente por Clei e na segunda vez foi confirmar a consulta. Durante coletiva de imprensa, a Polícia Civil revelou que o assassinato do dentista Clei Bagattini foi encomendado. Ou seja, o principal suspeito do assassinato foi pago para executar o “serviço”. A polícia ainda não revelou o mandante do crime. A polícia também informou que os suspeitos de envolvimento na morte do dentista Clei Bagattini se reuniram em uma chácara e fizeram um churrasco para planejar os detalhes finais do assassinato. Clei Bagattini, de 50 anos, foi morto a tiros por um paciente que havia tentado marcar uma consulta Reprodução/redes sociais Raqueline Leme Machado Polícia Civil/Divulgação Maicon da Silva Raimundo (autor dos disparos) Polícia Civil/Divulgação
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