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    Balsas e maquinários de garimpo ilegal são destruídos em terra indígena por risco de contaminação de rios em MT

    6 hours ago

    Balsas e barcos usados na exploração ilegal de minério foram destruídos durante uma ação de combate ao garimpo ilegal nos rios Teles Pires e São Manuel, em Apiacás, a 1.005 km de Cuiabá. Polícia Federal Balsas e barcos usados na exploração ilegal de minério foram destruídos durante uma ação de combate ao garimpo ilegal nos rios Teles Pires e São Manuel, em Apiacás(MT). A operação foi realizada pela Polícia Federal, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), nos dias 15 e 16 de setembro, na Terra Indígena Kayabi e em áreas próximas. Segundo o Ibama, garimpeiros usam mercúrio na extração de ouro e colocam em risco a contaminação da água, da fauna aquática e das pessoas expostas. “Geralmente, a dragagem fluvial para extração de ouro provoca a remoção de grandes quantidades de sedimentos e alterações no leito dos rios, podendo causar erosão das margens, assoreamento, perda de habitats aquáticos e impactos sobre a qualidade da água, a biodiversidade e os recursos pesqueiros”, informou. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Agora no g1 Durante a operação, foram destruídas 16 balsas escariantes, cinco balsas de mergulho, cinco barcos, dois pares de flutuadores, um rebocador, quatro motobombas, um motor e cerca de 37,7 mil litros de combustível. O Ibama informou que os danos ambientais causados pela atividade ilegal na região ainda não foram mensurados. Também não foi realizada análise específica para identificar ou quantificar eventual contaminação da água nas áreas fiscalizadas. A identificação dos responsáveis pelas atividades e a eventual aplicação de sanções administrativas ainda não foram concluídas. De acordo com o Ibama, é comum que os envolvidos abandonem os locais ao perceberem a aproximação das equipes de fiscalização. As abordagens iniciais são realizadas pela PF, que avalia a situação das pessoas encontradas e a eventual adoção de medidas de polícia judiciária. Segundo o Instituto, os bens encontrados foram apreendidos e, em sua maioria, inutilizados devido à inviabilidade de transporte e armazenamento e para impedir que fossem reutilizados na atividade ilegal. Entre os itens estavam balsas de mergulho, dragas escariantes e barcos. A Funai informou que a equipe de fiscalização identificou frentes de exploração mineral dentro da Terra Indígena Kayabi e em áreas do entorno. Por razões de segurança e devido ao sigilo da investigação conduzida pela PF, as coordenadas exatas dos pontos fiscalizados não foram divulgadas. A fundação informou ainda que continuará realizando levantamento de informações, buscando combater irregularidades na área. O Ibama informou que estão previstas novas ações de fiscalização na região ao longo do ano. Datas, locais e demais informações operacionais não serão divulgados antecipadamente para preservar a segurança dos agentes e a efetividade das operações. Segundo o órgão, os resultados serão apresentados após a conclusão dos trabalhos. A PF também foi procurada pelo g1 para informar se houve identificação ou prisão de suspeitos durante a ação, mas não haviam respondido até a última atualização desta reportagem.
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