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    Zema avalia que carta de Jair Bolsonaro lida por Flávio não foi campanha antecipada

    1 day ago

    Zema avalia que carta de Jair Bolsonaro lida por Flávio não foi campanha antecipada Vanessa Rodrigues/A Tribuna Jornal O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo), afirmou nesta terça-feira (14), durante entrevista ao Jornal A Tribuna, em Santos, que a carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e lida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não configurou campanha eleitoral antecipada. A declaração foi dada após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a suspensão, por 90 dias, das visitas de Flávio ao pai. A carta foi lida em uma trasmissão ao vivo feita por Flávio nas redes sociais. Bolsonaro disse confiar em seu filho como "melhor opção" para combater a corrupção, a violência e empobrecimento no Brasil. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Na mesma decisão, Moraes encaminhou o caso ao Ministério Público Eleitoral para apurar se a divulgação da carta pode caracterizar propaganda eleitoral antecipada. O ministro entendeu que a publicação também pode ter violado a proibição imposta a Bolsonaro de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros. Questionado sobre a possibilidade de a carta representar campanha antecipada, Zema discordou. "Não, não acredito, não. Acho que foi um posicionamento". Agora no g1 O ex-governador de Minas Gerais também criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal ao comentar a decisão de Moraes. "Boa parte do que o Supremo tem feito tem muito mais conotação política do que jurídica. Nós precisamos de um Supremo que julgue questões constitucionais. Aqui o Supremo fica julgando questões políticas. Isso deveria estar em primeira e segunda instância, com um juiz, com um desembargador, e não ocupando ministro do Supremo", disse ele. Durante a entrevista, Zema voltou a defender mudanças na forma de indicação dos ministros da Corte. Segundo ele, uma das propostas é estabelecer idade mínima de 60 anos para integrar o STF. Zema avalia que carta de Jair Bolsonaro lida por Flávio não foi campanha antecipada Vanessa Rodrigues/A Tribuna Jornal "Para o Supremo é praticamente igual a ser Papa. É o coroamento de uma carreira longa. Eu nunca vi Papa de 35 anos. Lá no Supremo, de vez em quando, aparece alguém com 35 anos de idade." O pré-candidato também defendeu que os nomes para o Supremo sejam escolhidos a partir de uma lista de juristas de reconhecida qualificação. "O presidente fica colocando lá no Supremo o advogado dele, o advogado do partido dele, o ministro dele. Faltou colocar filho e irmão. Precisa ter também uma lista de notáveis enviada ao presidente, talvez preparada pelo Senado, pela OAB e pelo Superior Tribunal de Justiça, para termos gente mais qualificada e mais isenta. Porque está virando um tribunal político", disse. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
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