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    VÍDEO: Presidente do Irã divulga imagens que diz ser de ataque a hospital no 2º dia de guerra com EUA e Israel

    há 1 mês

    Presidente do Irã divulga vídeo de ataque a hospital iraniano O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, divulgou nesta quinta-feira (23) um vídeo que, segundo ele, mostra ataques a um hospital iraniano em 1º de março, no segundo dia da guerra contra EUA e Israel. Apesar de não citar o nome do hospital, Masoud Pezeshkian menciona Neda Salimi, que, segundo a mídia iraniana, era enfermeira no hospital Hospital Khatam al-Anbiya e tentou salvar crianças durante o ataque. O presidente se refere a ela como “filha”. "O que é capturado nas imagens de algumas câmeras de vigilância é apenas um vislumbre insignificante dos sacrifícios e da devoção dos queridos filhos do Irã. Minha querida filha Neda Salimi, agradeço a você e a todos aqueles que permaneceram firmes ao lado do Irã", diz na publicação em seu perfil no X. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: ACOMPANHE a cobertura sobre o conflito em tempo real Imagens de ataque a hospital iraniano Reprodução/X Em 2 de março, dia seguinte ao ataque, o presidente iraniano já tinha feito uma publicação pedindo a responsabilização dos EUA e de Israel por ataques realizados contra uma escola e um hospital iranianos em um post na rede social X. Nem os EUA nem Israel, no entanto, confirmam ser responsáveis por ambos. "Um ataque a um hospital é um ataque à vida, e um ataque a uma escola é um ataque ao futuro de uma nação. Atacar pacientes e crianças é uma clara violação de todos os princípios humanitários e o mundo deve condená-lo. Manifesto minha solidariedade à nação enlutada; a República Islâmica do Irã não se calará nem se renderá diante de tais crimes", escreveu o presidente iraniano. Após o posicionamento do presidente iraniano, no entanto, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se pronunciou sobre o bombardeio à escola. Questionado por jornalistas, ele defendeu a ação das tropas e afirmou: "Os Estados Unidos não atacaram deliberadamente uma escola". Prolongação do cessar-fogo e negociações incertas O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta terça-feira (21), que ordenou que as Forças Armadas prorroguem o cessar-fogo contra o Irã "até que os representantes iranianos cheguem a uma proposta unificada para negociar a paz". Mas o Irã disse que o bloqueio naval dos EUA significa a continuidade da guerra e que não negociará até que a medida seja revertida. Trump manteve o bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz, medida anunciada em 12 de abril e que vem sendo considerada como um "ato de guerra" pelas autoridades iranianas. 🔎 O estreito teve a navegação restringida pelo Irã após o início da guerra, em 28 de fevereiro. Desde então, apenas navios de países aliados eram autorizados a atravessar. Na semana passada, porém, Trump anunciou medidas para bloquear portos iranianos. Era esperado que uma delegação de negociadores, liderada pelo vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, partisse rumo ao Paquistão para participar da segunda rodada de conversa em Islamabad, marcada para esta quarta-feira (22). Pouco depois do anúncio de Donald Trump no Truth Social, porta-vozes da Casa Branca disseram que a viagem não aconteceria mais nesta terça-feira, sem nova data definida. Na segunda-feira (20), o Ministério das Relações Exteriores do Irã não havia deixado claro se Teerã participaria da segunda rodada de negociações com os Estados Unidos, acusando Washington de não levar o diálogo a sério.
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