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    Vice-prefeito de Manaus e familiares de David Almeida pedem habeas corpus à Justiça, mas desistem do processo

    há 3 meses

    Vice-prefeito de Manaus, Renato Júnior. Márcio Melo/Seminf O vice-prefeito de Manaus, Renato Júnior (Avante-AM) e familiares do prefeito da capital, David Almeida (Avante-AM), entraram com um pedido de habeas corpus na Justiça do Amazonas, mas desistiram da ação antes que o caso fosse julgado. A decisão que homologou a desistência foi assinada nesta quarta-feira (25), pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). O pedido de habeas corpus foi apresentado no domingo (22), dois dias após a Polícia Civil do Amazonas deflagrar uma operação que resultou na prisão do "núcleo político" do CV no estado. Entre os presos estão a ex-chefe de gabinete de David Almeida. O pedido, no entanto, não faz menção a ação policial. A solicitação tinha pedido de liminar, ou seja, solicitava uma decisão urgente. A ação apontava como autoridade responsável o juiz da Vara de Garantias Penais e Inquéritos Policiais da Comarca de Manaus. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Além do vice-prefeito, também solicitaram habeas corpus: Izabelle Fontenelle de Queiroz Almeida — primeira-dama de Manaus Lidiane Oliveira Fontenelle — sogra do prefeito de Manaus Dulcinéia Ester Pereira de Almeida — irmã do prefeito de Manaus e presidente do Conselho Municipal de Gestão Estratégica (CMGE) No processo, a defesa alegou receio de que fossem decretadas medidas cautelares pessoais consideradas invasivas contra os envolvidos. O objetivo era evitar possível constrangimento ilegal, antes da eventual imposição dessas medidas. 🔎 Medidas cautelares pessoais são restrições determinadas pela Justiça durante a investigação ou o processo criminal. Elas podem incluir, por exemplo, prisão preventiva, uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com determinadas pessoas ou restrição de deslocamento. Antes do pedido ser analisado, porém, os advogados do grupo apresentaram outro pedido formal de desistência do habeas corpus. A defesa também abriu mão de recorrer e pediu que o processo fosse arquivado imediatamente. A juíza Ana Maria de Oliveira Diógenes aceitou a desistência e arquivou o processo. A magistrada afirmou que o pedido foi feito de forma clara e por advogados regularmente constituídos. Também disse que a Justiça pode aceitar a desistência de um habeas corpus, desde que não exista ilegalidade evidente. O g1 questionou a defesa dos envolvidos no processo sobre o que motivou o receio que gerou o pedido de habeas corpus, bem como as razões para a desistência dele, mas até a atualização mais recente desta reportagem não houve resposta. Operação contra o núcleo político do Comando Vermelho prende ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus
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