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    Vereadores são alvos de operação que investiga desvio de R$ 1,95 milhão em cestas básicas em MT

    16 hours ago

    Imagens mostram caminhão transportando suposta carga desviada Vereadores e outros investigados foram alvos da Operação Mesa Vazia, nesta sexta-feira (3), que apura um suposto esquema de desvio de cerca de 13 mil cestas básicas e kits de higiene e limpeza destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social, em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá. Segundo a investigação, o prejuízo estimado é de R$ 1,95 milhão. As identidades dos envolvidos não foram divulgadas pela Polícia Civil. O g1 entrou em contato com a Câmara Municipal, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Conforme a polícia, os produtos faziam parte do Programa SER Família Solidário, da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e deveriam ser distribuídos por meio de órgãos públicos, entidades credenciadas e beneficiários previamente cadastrados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp No entanto, a investigação aponta que parte das cargas teria sido desviada para um esquema paralelo de distribuição, sem controle institucional e sem prestação de contas. Ainda conforme a polícia, foram identificadas divergências entre documentos oficiais de entrega e a quantidade de produtos recebida por representantes de entidades. Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo, afastamento de função pública e outras medidas cautelares, como a proibição de contato entre os investigados e de frequentar locais relacionados aos fatos apurados. Como esquema funcionava Carga de cestas básicas e kits do Programa SER Família Solidário que, segundo a Polícia Civil, foi desviada em um suposto esquema Reprodução A Polícia Civil relatou que parte das cargas era retirada em centros oficiais de distribuição, principalmente em Cuiabá e transportada para Barra do Garças. Ainda conforme a polícia, em vez de serem entregues às unidades públicas ou instituições responsáveis pela distribuição, os produtos teriam sido levados para imóveis particulares, chácaras, sedes de associações e outros locais privados, de onde ocorreria a redistribuição irregular. Segundo a Polícia Civil, o esquema funcionaria por meio de dois fluxos: Fluxo regular: com solicitação formal, documentação, entrega por órgãos e entidades responsáveis e prestação de contas. Fluxo paralelo: os produtos eram movimentados com aparência de legalidade, utilizando entidades, documentos considerados suspeitos ou representantes sem legitimidade formal, sem o devido controle institucional.
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