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    Vereador é cassado por comprar de votos em Boa Vista

    6 hours ago

    Vereador de Boa Vista (RR) Deyvid Carneiro. Reprodução/Instagram/carneiro.rr O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) manteve, nesta quinta-feira (6), a cassação do mandato do vereador de Boa Vista Deyvid Carneiro (União Brasil) por compra de votos nas eleições municipais de 2024, quando ele foi eleito. A decisão ainda cabe recurso. A decisão foi tomada durante sessão do TRE-RR, por quatros votos. Os desembargadores analisaram um recurso apresentado pela defesa de Deyvid contra a sentença da 5ª Zona Eleitoral, que havia cassado o mandato do parlamentar em outubro de 2025. "O Tribunal, por maioria, decidiu diante de inspeção qualitativa de teses manter a condenação do representado Deyvid Silva Carneiro por quatro votos exclusivamente por captação ilícita de sufrágio [...] determinado ainda a corte a retotalização dos votos, vencidos os demais membros, e ressalvados os seus votos já lançados", disse o presidente do TRE-RR, desembargador Mozarildo Monteiro Cavalcanti. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Procurada, a defesa do vereador disse que recebeu a decisão com tranquilidade e que está ciente de que o processo ainda comporta recurso às instâncias superiores. Leia a nota na íntegra mais abaixo. Na decisão de outubro de 2025, Deyvid também foi declarado inelegível por oito anos, até 2032. Além disso, recebeu multa de 50 mil UFIRs por captação ilícita de sufrágio (compra de votos). A sentença também determinou a anulação dos votos recebidos por ele nas eleições de 2024, além da retotalização dos votos e do recálculo do coeficiente partidário. Agora no g1 Durante o julgamento desta quinta-feira, o relator do processo, juiz Allan Kardec Filho, votou para anular a sentença da primeira instância. Ele defendeu a reabertura da instrução processual para ouvir testemunhas e cumprir a decisão que autorizou a quebra do sigilo bancário dos investigados. Ele também entendeu que acusações que não estavam na petição inicial deveriam ser retiradas do processo. Por isso, defendeu que o caso voltasse à primeira instância para a produção de novas provas e uma nova decisão. O Ministério Público Eleitoral considerou que as provas apresentadas eram frágeis. A desembargadora Eliane Bianchi divergiu do relator e votou pela absolvição de Deyvid. Ela acompanhou o parecer do Ministério Público Eleitoral e afirmou que as provas reunidas eram insuficientes para condenação. Segundo ela, havia apenas indícios que não foram confirmados durante a instrução do processo. O presidente do TRE-RR, desembargador Mozarildo Monteiro Cavalcanti, acompanhou o entendimento dela. Os juízes Diego Carmo de Souza, Renato Albuquerque e Joana Sarmento votaram pela cassação do mandato por captação ilícita de sufrágio (compra de votos) e pela aplicação de multa. Já o juiz Pinheiro dos Santos acompanhou integralmente a sentença da primeira instância. Deyvid Carneiro (União), candidato a vereador por Boa Vista nas Eleições 2024 Reprodução LEIA TAMBÉM: Três policiais penais são presos pela PF com dinheiro em ação contra compra de votos; um é candidato a vereador em Boa Vista Policial penal candidato a vereador preso pela PF estava com carta que pedia 8 sacos de cimento Deyvid Carneiro é policial penal e foi eleito vereador de Boa Vista em 2024 com 2.046 votos, o segundo menor número entre os eleitos. Durante a campanha eleitoral, ele e outros dois policiais penais foram presos em flagrante pela Polícia Federal durante uma operação que investigava compra de votos. A abordagem ocorreu após a Polícia Federal receber uma denúncia sobre o veículo em que os três policiais penais estavam. Durante a ação, os agentes encontraram R$ 1.100 em dinheiro com Deyvid. Segundo a Polícia Federal, o valor seria usado para compra de votos. Além do dinheiro, os policiais apreenderam uma carta escrita por uma eleitora com o pedido de oito sacos de cimento ao então candidato. Nota da defesa Recebemos com tranquilidade a decisão proferida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), cientes de que o processo ainda comporta recurso às instâncias superiores. É importante destacar que, durante o julgamento, o relator do processo e o Ministério Público Eleitoral manifestaram-se favoravelmente à nossa defesa, reconhecendo a inexistência de elementos suficientes para a condenação. Também merece registro o voto da Desembargadora Elaine, que reforçou esse entendimento. Respeitamos as decisões da Justiça, mas seguimos confiantes de que a verdade prevalecerá nas instâncias competentes. Continuaremos exercendo nosso mandato com serenidade, responsabilidade e o mesmo compromisso de sempre com a população de Boa Vista, especialmente na defesa das crianças, das famílias e de quem mais precisa. Agradecemos todas as mensagens de apoio e confiança. Seguimos firmes, trabalhando e acreditando na Justiça. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
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