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    USP terá cotas para pessoas com deficiência a partir de 2028

    1 month ago

    Praça do Relógio, na cidade universitária da USP Divulgação A Universidade de São Paulo (USP) anunciou que terá cotas para pessoas com deficiência (PcD) a partir do vestibular de 2028. A medida atende uma determinação da lei estadual promulgada em 8 julho de 2025, que garante cotas para PcDs em cursos técnicos e universidades estaduais, como a USP, Unicamp, Unesp, Etecs (Escolas Técnicas Estaduais) e Fatecs (Faculdades de Tecnologia). Segundo a legislação, o percentual de vagas reservadas deve ser, no mínimo, equivalente à proporção de pessoas com deficiência na população do estado, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Caso as vagas não sejam preenchidas dentro dos critérios estabelecidos, elas poderão ser destinadas aos demais candidatos. De acordo com o Censo 2022, 6,3% da população de São Paulo tem algum tipo de deficiência. Portanto, a instituição deve reservar no mínimo esta porcentagem de vagas. Vídeos em alta no g1 Para definir as diretrizes para a implantação das cotas, a universidade criou um Grupo de Trabalho com representantes da Pró-Reitoria de Graduação, da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento, de coletivos de PcD da USP e por especialistas no assunto. Eles terão 120 dias para analisar os dispositivos legais, discutir os critérios para as cotas e elaborar a minuta da resolução que será submetida aos colegiados da Universidade. O grupo terá 120 dias para analisar a legislação, discutir os critérios de aplicação das cotas e elaborar uma minuta de resolução. O texto será submetido à Câmara de Cursos e Ingressos da Pró-Reitoria de Graduação e à Câmara para Políticas de Inclusão de Pessoas com Deficiência da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento. Após essa etapa, a proposta segue para discussão e votação no Conselho de Graduação e no Conselho de Inclusão e Pertencimento. Se aprovada, será encaminhada ao Conselho Universitário, instância máxima de decisão da universidade. A expectativa é que essa análise final ocorra no primeiro semestre de 2027.
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