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    Uma semana após vazamento de gás tóxico, tanque segue sem emissão e bombeiros encerram atuação em Manaus

    12 hours ago

    Vazamento de gás tóxico em Manaus bombeiros seguem resfriando tanques após 41 horas Reprodução/Rede Amazônica O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) encerrou a atuação na ocorrência do vazamento de gás estireno registrado em uma empresa do Distrito Industrial de Manaus. A decisão foi tomada após uma nova inspeção confirmar que o tanque atingido permanece estabilizado e sem emitir gases para a atmosfera. O vazamento havia sido controlado no domingo (19). O vazamento foi registrado às 17h36 do dia 15 de junho, na Unidade IV da Innova, após o monômero de estireno armazenado no reservatório apresentar elevação anormal de temperatura. A empresa classificou a ocorrência como uma "emergência química". Nesta quarta-feira (22), o comandante-geral do CBMAM, coronel Orleilso Muniz, confirmou que, após vistoria, o cenário permanece controlado. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp "Realizamos uma nova inspeção e constatamos que o cenário permanece completamente controlado, sem emissão de gases para a atmosfera. Com isso, o Corpo de Bombeiros conclui a fase operacional da ocorrência", afirmou. Vazamento de gás tóxico em Manaus é contido após seis dias Com o encerramento da atuação dos bombeiros, que ocorreu ainda na terça-feira (21), a estrutura montada para atender à emergência foi desmobilizada. A empresa responsável passará a retirar o tanque atingido e dar a destinação adequada ao material gerado pela reação de polimerização do estireno. Segundo o governo, esse processo deve ocorrer ao longo dos próximos meses. O Governo do Amazonas informou que continuará acompanhando os trabalhos por meio dos órgãos competentes. O Corpo de Bombeiros permanecerá de prontidão caso haja qualquer alteração no cenário ou necessidade de uma nova intervenção. Vinte empresas interromperam atividades Em entrevista ao Jornal do Amazonas 1ª Edição (JAM1), o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, revelou que mais de 20 empresas de grande, médio e pequeno porte interromperam as atividades durante o período de restrições, além da própria Suframa, que adotou trabalho remoto por dois dias. O superintendente informou, ainda, que os prejuízos ainda estão sendo levantados pela área de estudos econômicos da autarquia e disse que a "preocupação da Suframa desde o início desse processo foi com os trabalhadores e com a população". Em entrevista ao g1, uma moradora que vive a cerca de um quilômetro da Unidade 4 da Innova, no Distrito Industrial de Manaus afirmou que a população que vive no entorno da fábrica nunca recebeu qualquer orientação sobre como agir em caso de acidentes químicos envolvendo a indústria. Questionada pela reportagem se já havia recebido informações sobre procedimentos de segurança ou orientações para moradores da região em caso de emergência química, Rosivete respondeu: “Eu nem sabia que isso podia acontecer.” Ainda segundo Montenegro, na quinta-feira (16), a Suframa orientou que as empresas avaliassem a situação e, se necessário, liberassem os trabalhadores das atividades presenciais enquanto persistiam os riscos relacionados ao vazamento. Empresa foi notificada O superintendente afirmou também que, paralelamente às ações do gabinete de crise criado pelo Governo do Amazonas, a Suframa notificou a Innova para obter informações sobre o cumprimento do projeto industrial e encaminhou um expediente ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) para verificar a situação da licença de operação e do plano de contingência da empresa. De acordo com a autoridade, a atuação da Suframa está relacionada ao acompanhamento dos projetos industriais e do Processo Produtivo Básico (PPB), enquanto a licença ambiental para funcionamento é de competência do Ipaam. Montenegro também informou que a autarquia mantém uma força-tarefa voltada à segurança industrial do Polo Industrial de Manaus. O grupo reúne órgãos como o Ipaam e o Corpo de Bombeiros para discutir medidas preventivas voltadas à redução de riscos nas indústrias instaladas na Zona Franca.
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