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    Trump reclassifica maconha como substância menos perigosa, em decisão que amplia acesso nos EUA

    há 2 meses

    Donald Trump deve reclassificar a maconha nesta quarta-feira e flexibilizar o uso nos EUA Jornal Nacional O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reclassificou a maconha medicinal como uma droga menos perigosa, reduzindo restrições federais sobre a substância. A decisão foi formalizada pelo Departamento de Justiça e transfere a cannabis da chamada Lista I — categoria de drogas sem uso médico reconhecido — para a Lista III, considerada menos rigorosa. A lei também também garante benefícios fiscais aos operadores de maconha medicinal licenciados e reduz entraves para a realização de pesquisas sobre a cannabis. Apesar da mudança, a medida não legaliza o uso da maconha em nível federal, nem para fins medicinais nem recreativos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O que muda Com a nova classificação, a maconha medicinal passa a enfrentar menos barreiras regulatórias nos Estados Unidos. A medida deve: facilitar pesquisas científicas sobre o uso medicinal da cannabis; reduzir restrições impostas por órgãos federais; permitir que empresas do setor deduzam despesas em impostos; acelerar o registro de produtores e distribuidores. A flexibilização das regras era uma demanda antiga de pesquisadores e pacientes, já que a classificação anterior dificultava estudos clínicos sobre a substância. LEIA MAIS: Quem é a 'rainha da cetamina' envolvida na morte de Matthew Perry Leis diferentes nos EUA Nos Estados Unidos, a legislação sobre maconha é dividida entre o nível federal e estadual. Pela lei federal, a droga continua proibida. Já nos estados, as regras variam: cerca de 40 permitem o uso medicinal, e mais de 20 já legalizaram o uso recreativo. A nova regra reconhece, na prática, esses programas estaduais e cria um alinhamento parcial com a legislação federal. Produtos fora desses sistemas, porém, continuam enquadrados na categoria mais restritiva. Histórico da medida A reclassificação retoma um processo que já vinha sendo discutido desde o governo de Joe Biden. Em 2022, Biden solicitou a revisão da classificação da maconha, e o tema passou por análises técnicas e consultas públicas, mas não avançou. Após assumir o novo mandato, Trump determinou que o processo fosse acelerado. “Essa medida foi solicitada por pacientes americanos que sofrem com dores intensas, doenças incuráveis, cânceres agressivos, distúrbios convulsivos, problemas neurológicos, entre outras condições”, disse Trump em discurso em dezembro do ano passado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Debate e críticas A decisão ocorre em meio a divergências políticas. Parte de parlamentares — inclusive republicanos — é contrária à flexibilização das regras. Críticos também apontam preocupações com o aumento da potência dos produtos à base de cannabis e defendem mais estudos antes de novas mudanças. Donald Trump Jornal Nacional/ Reprodução VEJA MAIS: Maconha medicinal funciona? O que mostram os dados de revisão científica
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