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    Trump reafirma que há diálogo com Irã e que 'eles concordaram em não ter armas nucleares'

    2 months ago

    Trump anuncia trégua de 5 dias com o Irã após 'conversas muito boas' sobre fim da guerra O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou nesta segunda-feira (23) que há um diálogo em curso entre seu governo e autoridades iranianas para o fim do conflito no Oriente Médio. Mais cedo, agências de notícias estatais iranianas negaram haver negociações, como Trump disse nesta segunda-feira (22) ao anunciar uma pausa de 5 dias em ataques à infraestrutura energética do Irã (leia mais abaixo). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️ Nesta manhã, Trump anunciou em suas redes sociais uma trégua de 5 dias em ataques à infraestrutura energética do Irã e afirmou ter tido "conversas muito boas" no fim de semana com lideranças iranianas. Depois, a repórteres, Trump afirmou que o diálogo supostamente em andamento trazem uma grande chance de acordo. Disse ainda que o Irã concordou em se comprometer a não desenvolver armas nucleares que foram autoridades iranianas que procuraram a Casa Branca para o diálogo. "Eles que (nos) ligaram. Eu não liguei (para eles)", disse Trump ao ser questionado sobre o suposto diálogo. Ele alegou que provavelmente há uma falta de comunicação interna no governo do Irã por conta dos recentes ataques dos EUA e de Israel. O norte-americano disse ainda que a conversa não é tratada com o atual líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, escolhido para substituir seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, morto por um ataque de Israel. Trump afirmou não reconhecer Mojtaba Khamenei como novo líder e disse que as negociações tratarão de uma nova liderança para o Irã. Agências iranianas negam que haja diálogo Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres em aeroporto na Flórida, nos Estados Unidos, em 23 de março de 2026. REUTERS/Kevin Lamarque Mais cedo, no entanto, agências de notícias estatais iranianas negaram o contato com Washington. A agência de notícias iraniana Fars, estatal da Guarda Revolucionária do Irã, afirmou nesta segunda-feira (23) que não há conversas em andamento entre autoridades de Teerã e dos EUA. Com base em fontes do governo iraniano, a Fars disse também que o presidente dos EUA, Donald Trump, recuou após ouvir as ameaças do Irã de atacar estações energéticas no Golfo. A Tasmin, outra agência estatal iraniana, também desmentiu a fala de Trump, com base em fontes do governo do Irã. "Não houve negociações e não haverá, e com esse tipo de guerra psicológica, nem o Estreito de Ormuz retornará às suas condições pré-guerra, nem haverá paz nos mercados de energia", disse a Tasmim. Não houve negociações e não haverá, e com esse tipo de guerra psicológica, nem o Estreito de Ormuz retornará às suas condições pré-guerra, nem haverá paz nos mercados de energia. Segundo a agência de notícias Mehr, o ministro das Relações Exteriores do Irã disse que a declaração de Trump é uma tentativa de fazer com que os preços do petróleo e gás, que dispararam após a guerra, voltem a cair. Em post na rede Truth Social, Trump afirmou que representantes dos dois países tiveram "conversas muito boas e produtivas" no fim de semana e que ordenou o adiamento de qualquer ataque contra a infraestrutura energética iraniana. "Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio. Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões e discussões em andamento", declarou. Trump durante encontro com a primeira-ministra do Japão na Casa Branca. Reuters/Evelyn Hockstein A declaração ocorre um dia após a Guarda Revolucionária do Irã ameaçar fechar "completamente" o Estreito de Ormuz, e atacar as usinas de energia de Israel e aquelas que abastecem as bases americanas em toda a região do Golfo. Foi uma resposta a Trump, que no sábado (21) falou em “obliterar” usinas de energia do Irã caso Teerã não reabrisse totalmente o estreito de Ormuz em até 48 horas. O prazo limite venceria por volta das 19h44, no horário de Brasília, desta segunda-feira. Um ataque às instalações energéticas iranianas seria considerada uma escalada significativa na guerra que os dois países travam há mais de três semanas. Trump dá ultimato para o regime dos aiatolás reabrir o estreito de Ormuz. Em comunicado, a Guarda Revolucionária iraniana disse também que, em caso de ataque a essas instalações iranianas, eles irão: "Destruir completamente" empresas no Oriente Médio que tenham participação norte-americana; Considerar como “alvos legítimos” instalações de energia em países que abrigam bases dos EUA. Antes da fala da Guarda Revolucionária, o governo iraniano já havia reagido por meio de outras autoridades à ameaça de Trump. Navio atravessa o Estreito de Ormuz em 19 de março de 2026 AP O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, disse nas redes sociais que o país irá "destruir de forma irreversível" infraestruturas críticas e instalações de energia no Oriente Médio. As Forças Armadas iranianas também afirmaram que o eventual indicado por Trump resultará em represálias contra todas as infraestruturas de energia pertencentes aos EUA na região serão alvo de uma eventual resposta de Teerã. A reação menos inflamatória foi do embaixador iraniano na Organização Marítima Internacional (IMO), a agência marítima da ONU. Ali Mousavi afirmou que o estreito permanece fechado apenas para navios dos "inimigos do Irã" e que o Irã quer contribuir para a passagem segura das demais embarcações.
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