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    Trump diz que EUA vão bloquear Estreito de Ormuz e faz nova ameaça: 'Quem atirar será explodido para o inferno'

    2 months ago

    Negociações entre Irã e EUA terminam sem acordo O presidente Donald Trump falou pela primeira vez após o encerramento das negociações de segurança no Paquistão. Por meio de sua rede social, a "Truth Social", ele anunciou neste domingo (12) que a Marinha dos Estados Unidos iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz, motivado pelo fracasso em se chegar a um acordo sobre a questão nuclear em Islamabad. Em tom de ameaça direta, Trump afirmou que a paciência com Teerã esgotou: "Qualquer iraniano que atirar em nós, ou em embarcações pacíficas, será EXPLODIDO PARA O INFERNO!". Segundo o republicano, embora a maioria dos tópicos tenha avançado, a falta de consenso sobre o programa nuclear iraniano inviabilizou o pacto. "O único ponto que realmente importava, o NUCLEAR, não foi [acordado]", escreveu o presidente. Bloqueio e força militar A nova diretriz autoriza a Marinha americana a interceptar "qualquer navio em águas internacionais que tenha pago taxas ao governo iraniano para navegar na região". Trump afirmou que o bloqueio contará com a participação de outros países e que as Forças Armadas estão prontas para "terminar o pouco que resta do Irã", alegando que a infraestrutura militar de Teerã já estaria devastada. "A Marinha deles acabou, a Força Aérea deles acabou. A defesa antiaérea e o radar deles são inúteis" "A Marinha dos EUA iniciará o processo de BLOQUEIO de toda e qualquer embarcação que tente entrar ou sair do Estreito de Ormuz. Estamos totalmente 'travados e carregados'." Fracasso na diplomacia O vice-presidente dos EUA, JD Vance, que liderou a delegação americana, afirmou ao deixar o Paquistão que "o Irã escolheu não aceitar os termos americanos". Segundo Vance, o ponto de ruptura foi a recusa de Teerã em dar garantias afirmativas de que não buscará armas nucleares a longo prazo. Do outro lado, o líder do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou as exigências de Washington como "não razoáveis" e acusou os EUA de violarem cláusulas de cessar-fogo prévias. Ghalibaf afirmou que a postura americana impediu qualquer progresso real, mantendo o "profundo déficit de confiança" entre as nações
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