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    Trombose venosa: a complicação mais temida das varizes

    7 hours ago

    Trombose venosa: a complicação mais temida das varizes. Trombose é, na percepção popular, a complicação que dá medo. E é, de fato, a complicação venosa mais grave — pode evoluir para trombose venosa profunda (TVP) e, no pior cenário, para embolia pulmonar, com risco de vida. O que muitas pessoas não sabem é que ter varizes aumenta substancialmente o risco de desenvolver trombose — e que esse risco se multiplica quando varizes se combinam a fatores que o paciente nem sempre identifica como perigosos. Um estudo populacional publicado na JAMA (Journal of the American Medical Association), em 2018, mostrou que pessoas com varizes apresentam risco até cinco vezes maior de desenvolver TVP em comparação com pessoas sem varizes — mesmo após ajuste para outros fatores clínicos. A incidência observada foi de 6,55 casos por 1.000 pessoas-ano nos pacientes com varizes, contra 1,23 nos controles. Análises genéticas mais recentes reforçam que essa associação não é apenas estatística: há evidência de que as varizes contribuem causalmente para o aumento do risco. O mecanismo é conhecido. As varizes representam uma falha das válvulas venosas que normalmente impulsionam o sangue de volta ao coração. Quando essas válvulas perdem a competência, o sangue se acumula nas veias dilatadas — fenômeno chamado de estase venosa. E a estase é um dos três pilares clássicos da formação de trombos. Ou seja: a variz não é apenas o sinal visível na pele. É também uma condição mecânica que favorece a formação do coágulo. Trombose, no entanto, é uma doença multifatorial. Os principais fatores de risco incluem: Pós-operatório (cirurgias, principalmente ortopédicas, abdominais e oncológicas) Imobilização prolongada (hospitalização, gesso, repouso forçado) Viagens aéreas longas, acima de 4 horas, sem movimentação Gravidez e puerpério Uso de anticoncepcional ou terapia hormonal Doença ativa, especialmente câncer Idade acima de 60 anos Histórico familiar ou pessoal de trombose Trombofilias hereditárias, como o Fator V Leiden Quando varizes se combinam a um ou mais desses fatores, o risco não soma — ele se multiplica. Uma cirurgia, em alguém sem varizes, é evento de risco médio. A mesma cirurgia, em alguém com varizes, obesidade e em uso de hormônio, é evento de alto risco. Esse é o motivo pelo qual a abordagem das varizes deixou de ser puramente cosmética há muito tempo, mesmo quando o paciente não tem sintomas. Quem se cuida antes gasta menos, sofre menos e vive melhor. Prevenção não é gasto — é investimento. Tratar varizes não elimina o risco trombótico — outros fatores permanecem fora do controle médico. Mas reduz um fator independente que multiplicaria os demais, e isso muda o cálculo de risco em situações em que o paciente não pode evitar a exposição: uma cirurgia necessária, uma gravidez planejada, uma viagem inevitável. Na LYS Clínica Vascular, em Divinópolis (MG), a avaliação vascular inclui estratificação individualizada de risco trombótico, conduzida com ultrassom Doppler colorido e revisão completa do histórico clínico. A clínica atende pacientes não só da cidade, mas de toda a região Centro-Oeste de Minas Gerais. A condução do diagnóstico e do tratamento é do Dr. Carlo Rachid Dellaretti — CRM-MG 43.200 / RQE 37.358 (Cirurgia Vascular e Angiologia). Resultados podem variar. Cada caso é avaliado individualmente. Evidências citadas: Chang S.L. et al. (JAMA, 2018); Li R. et al. (Frontiers in Cardiovascular Medicine, 2022); Müller-Bühl U. et al. (Vasa, 2012). Ter varizes aumenta substancialmente o risco de desenvolver trombose Acervo pessoal Agendar avaliação de risco vascular pelo WhatsApp. Responsável Técnico: Dr. Carlo Rachid Dellaretti — CRM-MG 43.200 / RQE 37.358 (Cirurgia Vascular e Angiologia).
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