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    Trabalhadores do Louvre entram em greve e museu mais visitado do mundo não abre nesta segunda

    há 5 meses

    Trabalhadores do Louvre entram em greve em 15 de dezembro de 2025. REUTERS/Benoit Tessier Trabalhadores do Museu do Louvre votaram nesta segunda-feira (15) por entrar em greve por melhores condições de trabalho e outras reivindicações, em mais uma polêmica envolvendo o museu mais visitado do mundo, que ainda sofre com um roubo histórico de joias em outubro. O sindicato CFDT informou que a decisão pela greve ocorreu em uma votação com cerca de 400 funcionários do museu na manhã de segunda-feira e que eles decidiram paralisar as atividades durante o dia. O museu mais visitado do mundo não abriu conforme o previsto e passou a barrar visitantes. Um aviso no site do Louvre informava aos interessados que “o museu está fechado no momento”. Ainda não se sabe, até a última atualização desta reportagem, quando o museu voltará a abrir para visitantes. A greve ocorre após negociações realizadas na semana passada entre sindicatos e autoridades do governo, incluindo a ministra da Cultura, Rachida Dati. Líderes sindicais disseram que as conversas não aliviaram todas as preocupações relacionadas ao quadro de funcionários e ao financiamento do Louvre. Vazamento de água no Louvre danifica quase 400 livros raros “Visitar o museu tornou-se uma pista de obstáculos”, afirmou Alexis Fritche, secretário-geral do setor de cultura do sindicato CFDT. Os trabalhadores do Louvre já haviam entrado em greve em junho deste ano, quando protestavam contra a superlotação do museu, que recebe cada vez mais visitantes e o quadro de funcionários não aumenta de acordo. Para os funcionários, o roubo de joias à luz do dia, em outubro, cristalizou preocupações antigas de que a superlotação e a escassez de pessoal estejam comprometendo a segurança e as condições de trabalho no museu, que recebe milhões de visitantes todos os anos. Os ladrões usaram uma plataforma elevatória para alcançar a fachada do Louvre, arrombaram uma janela, quebraram vitrines e fugiram com peças das joias da Coroa francesa —que não foram localizadas até o momento. Uma investigação do Senado divulgada na semana passada afirmou que os criminosos escaparam com pouco mais de 30 segundos de vantagem e citou câmeras quebradas, equipamentos desatualizados, salas de controle com pessoal insuficiente e falhas de coordenação que inicialmente enviaram a polícia para o local errado. Na semana passada, um vazamento de água no museu danificou quase 400 livros raros.
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