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    ‘Tem mais gente no estádio do que na minha cidade’: brasileira descreve sensação de trabalhar na Copa do Mundo

    12 hours ago

    Brasileira descreve trabalho na Copa do Mundo O que parecia algo distante quando criança se tornou realidade para uma dracenense que hoje vive nos Estados Unidos (EUA). Escalada para trabalhar nos bastidores da Copa do Mundo, Ivana Branco Borges acompanha de perto os jogos em Miami e se emocionou ao ver a Seleção Brasileira em campo. Ao g1, Ivana, de 41 anos, contou como foi viver a experiência de trabalhar em um dos maiores eventos esportivos do mundo e relembrou a emoção de assistir à vitória do Brasil por 3 a 0 sobre a Escócia, ainda na fase de grupos. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Ivana nasceu e cresceu em Dracena, cidade que fica a mais de 650 quilômetros da capital de São Paulo, e que tem população estimada em 46.735 habitantes, segundo a última atualização do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ela afirma que, quando morava na cidade, não imaginava que um dia trabalharia em uma Copa do Mundo. “Como muitas pessoas, eu cresci assistindo à Copa do Mundo, muito por influência do meu pai, que sempre foi apaixonado por futebol.” “Naquela época, eu jamais imaginava que um dia estaria trabalhando nos bastidores de um evento dessa dimensão e, mais do que isso, vivendo a emoção de assistir a um jogo da Copa no estádio.” “Lembro que, durante o jogo do Brasil, apareceu no telão o público presente, com mais de 65 mil pessoas. Naquele momento, eu pensei: ‘Tem mais gente aqui dentro do estádio do que na minha cidade.’ Foi impossível não lembrar de Dracena”, afirma. LEIA TAMBÉM: 'Mini Haaland': menino do interior de SP viraliza por semelhança com atacante norueguês; vídeo Massa amarela e calda verde: confeiteiro cria 'pudim do hexa' em homenagem à Seleção Brasileira Do futsal sorocabano à Liga Saudita: goleiro que enfrentou Cristiano Ronaldo fala sobre realização de sonho no futebol árabe Ivana Branco Borges, nascida em Dracena (SP), está trabalhando nos bastidores da Copa do Mundo Ivana Branco Borges/Arquivo pessoal Oportunidade de carreira A oportunidade de trabalhar nos bastidores surgiu porque Ivana já mora nos Estados Unidos desde 2017, época em que ela começou a trajetória na área de eventos. “Hoje atuo como Field Marketing Manager (gerente de Marketing) em uma empresa americana de hidratação funcional que desenvolve bebidas para reposição de eletrólitos e vitaminas”, descreve Ivana. Formada em Matemática pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e com pós-graduação em Comunicação e Marketing pela Universidade de São Paulo (USP), Ivana afirma que grande parte da atuação dela acontece justamente no universo do esporte. “[Na Copa] meu papel é oferecer suporte operacional durante os jogos, orientar torcedores quando necessário e colaborar para que a experiência do público seja organizada, segura e positiva.” Ivana Branco Borges mora nos Estados Unidos desde 2017 Ivana Branco Borges/Arquivo pessoal Rotina na Copa Até sexta-feira (3), Ivana já tinha trabalhado nos jogos de Arábia Saudita x Uruguai, Uruguai x Cabo Verde e Portugal x Colômbia, mas há previsão de que ela trabalhe em outros jogos até o encerramento da competição. Os dias começam cedo na rotina da gerente de Marketing, antes mesmo da abertura dos portões: “participamos de reuniões de alinhamento e recebemos as orientações específicas para cada partida.“ Depois, Ivana descreve que ela e os demais colaboradores acompanham toda a operação durante o evento, sempre prontos para atender às necessidades do público e garantir que tudo aconteça da melhor forma possível. “Cada jogo traz uma dinâmica diferente.” “Trabalhar na Copa do Mundo já é uma experiência inesquecível, mas, realmente, o momento mais marcante até agora foi assistir ao jogo do Brasil contra a Escócia. Ver o estádio completamente lotado, cantar o Hino Nacional ao lado de milhares de brasileiros e acompanhar a vitória do Brasil por 3 a 0 foi emocionante.” Processo seletivo na Copa Para conseguir atuar diretamente na Copa do Mundo, mesmo já tendo passado por grandes eventos, como a Fórmula 1 e o Miami Open, considerado um dos maiores torneios combinados de tênis do mundo, Ivana precisou passar por um processo rigoroso da Federação Internacional de Futebol (Fifa). “Eles são muito restritos para fazer a aprovação das pessoas para trabalhar ali. Então, isso foi um processo de meses. Eu me candidatei para a vaga, tive que enviar um monte de documentos”, descreve. O processo de seleção conta com investigação do perfil a partir de verificação dos antecedentes criminais e demais documentos de cada candidato, sendo que são milhares de pessoas participando, conforme Ivana. “Meu nome e de outras pessoas que estão trabalhando comigo ficaram por último. Então, eu fiquei na ansiedade, até uma semana antes [de começar], para saber se eu ia ser aprovada ou não”, continua. Quando finalmente veio a aprovação, Ivana celebrou quase com a mesma alegria de se o hexa já fosse do Brasil. “A hora que veio o e-mail com ‘a sua candidatura está aprovada, pode vir buscar a credencial.’ Nossa! Aí, eu liguei para os meus pais e falei: ‘Agora é oficial’. A hora que eu peguei a credencial em mãos, eu falei: ‘Realmente está acontecendo, eu vou participar da Copa’”. “Essa experiência me mostrou que a vida pode nos surpreender quando temos dedicação, vontade de aprender e coragem para aproveitar as oportunidades que surgem pelo caminho”, completa Ivana. Ivana Branco Borges assistiu o Brasil vencer de 3 a 0 da Escócia Ivana Branco Borges/Arquivo pessoal Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
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