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    Suspeito preso por furto denuncia agressões e ameaças de PMs no Piauí; Ministério Público investiga

    2 months ago

    Promotoria de Justiça de Barro Duro Divulgação/MPPI O Ministério Público do Piauí investiga se três policiais militares agrediram e ameaçaram um homem preso por furto qualificado em Barro Duro, a 98 km de Teresina. A denúncia foi feita pelo próprio suspeito, que também afirmou que os PMs acompanharam o exame de corpo de delito. 🔎 O MP abriu um procedimento investigatório criminal, que apura a autoria e materialidade de crimes e serve de base para o oferecimento de denúncia ou arquivamento. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp O suspeito fez a denúncia durante a audiência de custódia, realizada em 20 de fevereiro, quando o juiz concedeu liberdade provisória com uso de tornozeleira eletrônica. De acordo com o MP, o preso descumpriu as medidas cautelares e voltou a cometer furtos, o que levou à prisão preventiva. Segundo a Secretaria de Justiça do Piauí, o suspeito está preso em uma penitenciária estadual e aguarda a conclusão do processo judicial. Procurada pelo g1, a Corregedoria da Polícia Militar informou que irá abrir uma apuração preliminar após receber a denúncia. De acordo com o órgão, os policiais só serão afastados se houver base legal para a medida. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Relato do suspeito e oitiva dos PMs Segundo o MP, o suspeito relatou ao juiz, durante a audiência, que os policiais arrombaram a casa onde ele estava e passaram a agredi-lo com um “objeto contundente”. Ele afirmou ainda que os PMs fizeram disparos próximos à sua cabeça e que houve agressões que resultaram em ferimentos nas costas, no rosto, nas mãos e nas pernas, além de ter sido arrastado pelo chão. Durante a audiência de custódia, o suspeito também disse que foi ameaçado para omitir as agressões no exame de corpo de delito. Os policiais teriam permanecido no local durante a realização do exame. Ainda de acordo com o Ministério Público, o exame não apontou “ofensas à integridade física ou à saúde” do suspeito. Mesmo assim, o órgão decidiu apurar se houve interferência na realização do procedimento, diante do relato feito por ele. O promotor de Justiça Ari Martins Alves Filho, da Comarca de Barro Duro, determinou que os três policiais militares sejam ouvidos. Ao g1, o MP informou que a investigação ainda está em andamento e que os policiais só serão ouvidos ao fim do procedimento, que pode resultar em denúncia, diligências complementares ou arquivamento. Histórico de furtos e prisão preventiva Ao fim da audiência de custódia, em 20 de fevereiro, o juiz Geovany Costa do Nascimento concedeu liberdade provisória ao suspeito. Ele entendeu que não havia gravidade suficiente para decretar a prisão preventiva, nem indicação de outros processos em andamento. Mesmo em liberdade provisória, a Justiça impôs medidas cautelares. Entre elas, o uso de tornozeleira eletrônica por seis meses; recolhimento domiciliar à noite, nos fins de semana e feriados; e a proibição de frequentar bares, festas, boates e “bocas de fumo”. No entanto, uma semana após a decisão, o Ministério Público pediu a prisão preventiva do suspeito. O órgão apontou que ele ainda não havia instalado a tornozeleira e estava sem fiscalização. Além disso, o MP identificou outros dez registros policiais por furtos e crimes patrimoniais, entre junho de 2025 e fevereiro de 2026. Alguns deles envolveram o uso de armas como faca, facão e trincha, entre junho de 2025 e fevereiro de 2026. O juiz concordou com o pedido do órgão e decretou a prisão preventiva do suspeito, que foi cumprida pelas forças de segurança. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
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