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    Sem férias: seis estudantes brasileiros vão à China para disputar Olimpíada Internacional de Matemática

    9 hours ago

    Equipe brasileira a caminho da China, onde se preparam para Olimpíada Internacional de Matemática. Divulgação Julho é mês de férias escolares e descanso para muitos estudantes, mas não é o caso para seis brasileiros que passarão as próximas semanas resolvendo problemas de álgebra, geometria, combinatória e teoria dos números na 67ª Olimpíada Internacional de Matemática (IMO), em Xangai. Depois de anos dedicados às olimpíadas científicas e de uma preparação intensiva na China, os jovens representam o Brasil na principal competição mundial da modalidade para estudantes do ensino médio. A classificação para a equipe brasileira veio após um longo ciclo de treinamentos, seletivas e provas que começou com o desempenho na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) de 2025, quando todos conquistaram medalha de ouro. Desde então, a rotina passou a incluir aulas no contraturno, estudos individuais e acompanhamento de professores especializados. Representam o Brasil na IMO 2026: Levi Magalhães Pereira Castelo Branco (CE); Paulo Jônatas de Oliveira Pimentel Leite (CE); Enzo Holanda Sampaio (CE); Rafael Alves Amiune (RJ); Erick Akira Koga (SP); José Elias Padovan Britto (CE). Agora no g1 Os jovens são acompanhados pelos professores Edmilson Motta e Samuel Barbosa Feitosa, que atuam na formação de estudantes para competições desse formato Entre os dias 9 e 21 de julho, eles enfrentam estudantes de outros 118 países em Xangai. José Elias Padovan Britto, Levi Magalhães Pereira Castelo Branco, Paulo Jônatas de Oliveira Pimentel Leite em preparação para a Olimpíada Internacional de Matemática. Divulgação Dos oito da manhã às oito da noite Para José Elias Padovan Britto, de 16 anos, chegar à seleção brasileira significou transformar o estudo em rotina diária. "A preparação foi muito intensa. Tinha dias em que eu chegava ao colégio às oito da manhã e só saía às oito da noite." Além das aulas, ele diz que boa parte da evolução aconteceu estudando com colegas que já haviam participado de competições internacionais. Os alunos mais velhos me ajudaram muito. E ensinar os mais novos também fez diferença. Dar aula para outras pessoas não ajuda só quem está aprendendo. Também solidifica o nosso conhecimento. Já para Levi Magalhães Pereira Castelo Branco, a IMO de 2026 tem um significado especial. Aos 18 anos, ele disputa sua terceira Olimpíada Internacional de Matemática e encerra uma trajetória iniciada ainda no ensino fundamental. Depois de representar o Brasil em edições realizadas no Reino Unido e na Austrália, ele vê a competição na China como a despedida das olimpíadas escolares. "É como um fechamento de um ciclo." Mas o sentimento não é apenas de despedida. Conhecer pessoas de outros países que gostam das mesmas coisas que você é uma experiência muito enriquecedora. Agora vou dar tudo de mim, todo o gás que ainda tenho, para trazer o melhor resultado para o meu país. E mesmo para quem já participou de outras competições internacionais, a ansiedade continua presente. É o caso de Paulo Jônatas de Oliveira Pimentel Leite, de 17 anos, que participa da IMO pela terceira vez. Ele diz que aprendeu que controlar a pressão é quase tão importante quanto dominar a matemática. "A gente fica ansioso, naturalmente. Mas o treinamento antes da competição ajuda porque já conhecemos o ambiente de prova e os estudantes de outros países", conta. Mas a experiência também o ajudou a desenvolver uma estratégia para chegar tranquilo nos dias da prova. "Eu gosto de ouvir música antes das provas e tirar um dia sem estudar. Cada um encontra um jeito de lidar com a ansiedade." Muito além das medalhas Antes de chegar a Xangai, a delegação brasileira participou do International Mathematics Summer Camp (IMSC), em Pequim, um treinamento que reuniu mais de 400 estudantes de 55 países. Além das atividades acadêmicas, os brasileiros puderam conhecer colegas de diferentes nacionalidades e compartilhar experiências antes do início da competição. A edição de 2026 da IMO reúne 685 competidores de 119 países. Durante as provas, os estudantes precisam resolver problemas considerados entre os mais difíceis da matemática para o ensino médio. A competição teve início na quinta-feira (9) e segue até o fechamento, em 21 de julho, e os representantes brasileiros acreditam que a chance de saírem com uma medalha ao final desse período é grande.
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