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    Saulo Arcangeli promete criar conselhos populares, estatizar a saúde e implantar tarifa zero no transporte público

    7 hours ago

    Saulo Arcangeli (PSTU) é entrevistado no JM1 O candidato ao governo do Maranhão, Saulo Arcangeli (PSTU), concedeu entrevista ao vivo ao JMTV 1ª Edição, nesta terça-feira (15), onde apresentou suas propostas, caso seja eleito. Dentre elas, estão a criação de conselhos populares para participar das decisões sobre o orçamento estadual, a estatização da saúde e a implantação da tarifa zero no transporte público. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Questionado sobre como funcionaria a proposta de criação dos conselhos populares, Saulo Arcangeli afirmou que, caso seja eleito, pretende criar grupos com poder deliberativo para participar das decisões sobre o orçamento do estado. Segundo o candidato, os integrantes seriam escolhidos nos locais de trabalho e de moradia e participariam de discussões em áreas como educação, saúde e segurança alimentar. “O PSTU vai governar através dos conselhos populares. Nós sabemos que, desde a Constituição de 1988, foram criados conselhos, mas são conselhos consultivos. No governo do PSTU, os conselhos vão funcionar e vão ser conselhos deliberativos, que vão discutir o orçamento do estado. [...] A gente vai escolher esses conselhos nos locais de trabalho, nos locais de moradia. É onde as pessoas sentem a realidade, onde tem problema do saneamento, onde não tem saúde, onde não tem uma escola próxima, onde não tem creche. O orçamento vai para a Assembleia Legislativa e aí os deputados vão estar lá com a proposta da população. Não é a proposta do governador Saulo Arcangeli, vai estar com a proposta da população”, afirmou. Entrevista com os candidatos ao governo do Maranhão Saulo Arcangeli, do PSTU, foi o segundo a participar da série de entrevistas, exibida no JMTV 1ª Edição. A entrevista teve duração de 30 minutos, divididos em dois blocos. A rodada de entrevistas segue até a próxima segunda-feira (21) e é conduzida pelos jornalistas Tayse Feques e Rodrigo Bomfim. Durante a entrevista, o candidato respondeu a perguntas elaboradas por 32 estudantes maranhenses, de quatro instituições de ensino do estado, sendo duas públicas e duas particulares, que representaram os eleitores durante a dinâmica. As perguntas foram colocadas em uma urna e sorteadas ao vivo. Além dos questionamentos preparados pelos estudantes, o candidato também respondeu a perguntas enviadas pelos eleitores. Veja, abaixo, a ordem das entrevistas: 14 de setembro (segunda-feira): Orleans Brandão (MDB) 15 de setembro (terça-feira): Saulo Arcangeli (PSTU) 16 de setembro (quarta-feira): Roberto Rocha (PRTB) 17 de setembro (quinta-feira): Reginaldo Lima (PCB) 18 de setembro (sexta-feira): Eduardo Braide (PSD) 19 de setembro (sábado): André Luís (Missão) 21 de setembro (segunda-feira): Felipe Camarão (PT) Saulo Arcangeli foi entrevistado ao vivo no JM1. Reprodução/TV Mirante Participação popular no orçamento Ao detalhar a proposta dos conselhos populares, Saulo Arcangeli foi questionado se os deputados estaduais, por serem eleitos pela população, já não exerceriam o papel de representação defendido pelo candidato. Em resposta, Arcangeli afirmou que os conselhos permitiriam uma participação mais direta da população nas decisões sobre o orçamento e defendeu a pressão popular sobre a Assembleia Legislativa para a aprovação das propostas. “A gente quer uma representatividade mesmo popular. Mesmo que tenha essa representatividade do voto, a gente sabe que a Casa do Povo, o povo quase não entra. Tem uma galeria pequena e, quando tem movimentação, eles fecham a galeria. Então, a gente pensa que a população que tem que definir o orçamento tem que pressionar. Tem que pressionar a Assembleia Legislativa do Maranhão, que é fundamental, porque não adianta tu colocar 40 pessoas lá que não representam. Não representam a realidade. [...] Por isso que a gente confia na pressão popular e nos conselhos populares para a gente definir, principalmente para a juventude”, disse. Concursos e atendimento na saúde Na área da saúde, Saulo Arcangeli foi questionado sobre como pretende reduzir o tempo de espera por consultas com especialistas e exames na rede pública estadual. O candidato criticou a contratação temporária de profissionais e afirmou que a falta de concursos contribui para a ausência de especialistas. Arcangeli afirmou que, caso seja eleito, pretende realizar concursos públicos para diferentes especialidades e ampliar a estrutura dos hospitais, principalmente nas unidades localizadas no interior do Maranhão. “Não tem concurso, são contratos temporários, precarizados, porque não tem concurso no Maranhão há 10 anos para a área de saúde. Então, por isso que não tem as especialidades necessárias para a gente ter uma saúde de qualidade. No nosso governo, nós vamos pegar esse recurso da saúde e a Secretaria de Saúde que vai controlar. Vai ter concurso público para todas as especialidades. [...] A gente vai investir realmente na saúde, estruturar os hospitais. Não adianta você ter um hospital macrorregional e não ter uma UTI, não ter um médico. Nós temos o menor índice de médico por mil habitantes. A gente tem 1,3 médico para cada mil habitantes”, afirmou. Estatização da saúde O modelo de administração das unidades estaduais de saúde também foi abordado durante a entrevista. Arcangeli criticou a gestão de hospitais e outros serviços por institutos e defendeu maior controle direto do estado sobre a rede pública de saúde. Segundo o candidato, a proposta prevê concentrar a gestão dos recursos na estrutura estadual e ampliar a participação dos conselhos populares na fiscalização do dinheiro destinado à área. “Saúde tem que ser pública, porque não pode estar com as empresas, porque a empresa coloca o lucro acima da vida. Então, no governo do PSTU, a gente vai ter uma saúde realmente estatizada, controlada. Vamos tirar os políticos que controlam, indicam aquelas pessoas para participar daquele instituto. Vamos acabar com isso e realmente garantir uma saúde digna, principalmente para o Maranhão. 92% da população do Maranhão depende do SUS. É o estado que mais depende do SUS. Então, a gente tem que investir cada vez mais em saúde, mas o dinheiro público vai ser controlado pelos conselhos populares e vai ser para a saúde pública”, disse. Saneamento básico e Caema Questionado sobre a falta de médicos e especialistas no interior do Maranhão, Arcangeli relacionou os problemas enfrentados pela saúde à deficiência do saneamento básico. O candidato afirmou que pretende aumentar os investimentos no setor e fortalecer a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema). Segundo Arcangeli, a companhia permaneceria sob controle do estado em um eventual governo do PSTU. O candidato também criticou a terceirização de serviços e defendeu investimentos na estrutura e nos trabalhadores da empresa. “A gente é um estado onde não temos saneamento. Apenas 27% das casas, das residências no Maranhão têm esgoto. Somente 19% desses 27% é tratado. Então, tudo é jogado nos nossos rios, no mar. E a gente tem uma questão de saúde pública, porque isso causa doença. [...] A gente vai fortalecer a Caema. A Caema vai ser estatal, não vamos vender a Caema, porque não podemos colocar água e esgoto como mercadoria. Vamos fortalecer a Caema, não entregar a Caema para as terceirizadas, porque todo mundo reclama da Caema, mas não sabe o que acontece. Os trabalhadores lá não são valorizados. Tudo é entregue para empresas terceirizadas”, afirmou. Abastecimento de água Ainda sobre saneamento básico, Saulo Arcangeli afirmou que pretende investir na redução das perdas de água e na ampliação do abastecimento. Segundo o candidato, problemas de manutenção comprometem parte da água distribuída no Maranhão. Arcangeli disse que o saneamento estaria entre as prioridades de um eventual governo e defendeu mais investimentos na Caema para ampliar o atendimento à população. “Segundo estudos do próprio sindicato dos urbanitários, você precisa de R$ 2 bilhões para sanear a Caema e transformar a Caema mesmo, para que ela possa, por exemplo, retirar a perda de água. Hoje, a gente tem uma perda de água em torno de 57%. Então, de cada 10 litros de água, seis são perdidos, porque você não faz a manutenção. [...] Investir na Caema é fundamental, nos seus trabalhadores, garantir o saneamento, porque saneamento é vida. A gente tem que investir em saneamento, vai ser uma das prioridades para garantir o abastecimento de água, porque a população hoje, só 50% tem água. Mas a gente sabe que é um dia sim, outro dia não e, muitas vezes, são vários dias sem ter água”, disse. Escolas cívico-militares Na educação, Saulo Arcangeli foi questionado sobre o modelo de escolas cívico-militares. O candidato afirmou que respeita as unidades mantidas por instituições militares, mas disse que não pretende priorizar o formato na rede estadual. Arcangeli defendeu escolas civis com eleição de diretores e maior presença de profissionais como psicólogos, pedagogos, assistentes sociais e tutores para acompanhar os estudantes. “Eu tenho o respeito que as instituições militares possam ter sua escola militar, mas a escola no governo do PSTU não vai ser quartel. Nós não vamos priorizar. [...] Nós defendemos que tenha disciplina, mas que também você tenha liberdade, tenha democracia na escola, que os diretores sejam eleitos pela classe. Você tenha tutor nas escolas, que não existe, que você tenha psicólogos na escola. A gente sabe o adoecimento, inclusive mental. Você tem que ter pedagogos na escola, assistentes sociais para garantir. Nós não temos tutores para crianças atípicas. Isso que você precisa: ter uma escola democrática, que as pessoas saiam de lá tendo capacidade crítica, tendo capacidade de dialogar”, afirmou. Estrutura das escolas estaduais Ao comentar as diferenças entre escolas civis e militares, Arcangeli afirmou que as unidades militares possuem melhores condições por receberem investimentos de diferentes áreas. Para o candidato, a expansão do modelo cívico-militar não resolveria os problemas estruturais da educação estadual. Arcangeli também criticou a quantidade de professores com contratos temporários e defendeu mais investimentos na infraestrutura das escolas civis. “A escola militar tem condições, tem mais condições, inclusive tem laboratório. Por quê? Porque tem o investimento militar, o investimento também da área da educação. [...] Não valoriza o professor da educação, não valoriza as escolas civis, porque você tem hoje, por exemplo, 47% dos professores da rede básica em trabalho temporário. [...] Então, você tem que mudar essa realidade. Não é transformando a escola civil em militar que você vai mudar essa realidade. Então, você tem que ter um processo de democracia. Respeito às escolas militares, do Corpo de Bombeiros, mas tem que garantir que o aluno, que o professor, que a comunidade possa discutir a escola de forma democrática”, disse. Desmilitarização da Polícia Militar Na área da segurança pública, Arcangeli foi questionado sobre a proposta de desmilitarização da Polícia Militar. O candidato reconheceu que a mudança depende de uma discussão em âmbito nacional e que não poderia ser implementada exclusivamente pelo governo estadual. Apesar disso, Arcangeli afirmou que o PSTU defende a medida e relacionou a proposta às condições de trabalho dos policiais, argumentando que o atual modelo limita a capacidade dos profissionais de reivindicarem direitos. “A gente sabe que a desmilitarização é uma pauta nacional. Não vou resolver se o Arcangeli [for eleito], não vai desmilitarizar. Mas é uma defesa que nós fazemos. Porque a militarização vem desde a ditadura militar. Então, a gente defende uma polícia única, uma polícia civil, onde você tem direito, inclusive, aos trabalhadores de reivindicarem. Porque nem os trabalhadores podem reivindicar seus direitos, não podem nem fazer uma mobilização, porque a hierarquia não deixa. [...] A gente sabe que hoje o nível de adoecimento dos trabalhadores da Polícia Militar é muito alto. A gente defende a desmilitarização em nível nacional para ter uma polícia mais democrática, onde as pessoas possam reivindicar seus trabalhos”, afirmou. Prevenção à violência Ao falar sobre o combate à criminalidade, Saulo Arcangeli afirmou que as ações de segurança pública não devem ficar restritas ao aumento do número de policiais e à aquisição de viaturas. O candidato defendeu investimentos na Polícia Civil e relacionou a prevenção da violência a políticas públicas de educação, moradia, esporte e lazer, principalmente para os jovens. “Você tem que investir na investigação, na polícia investigativa. O que não se investe no Maranhão, principalmente na Polícia Civil. Você tem que ter uma forma de prevenir. [...] A gente sabe que a gente tem as causas da violência. A gente tratou aqui de várias causas da violência, porque o jovem não tem direito à educação. [...] A gente tem que valorizar a educação, tem que ter moradia, tem que garantir o acesso ao esporte, ao lazer, porque, senão, a juventude nossa — 71% da nossa juventude de 15 a 29 anos está na informalidade — vai ser captada, infelizmente, para o crime. Então, você tem que trabalhar com as causas da violência”, disse. Tarifa zero no transporte público Na área do transporte público, Saulo Arcangeli defendeu a estatização do sistema e a implantação da tarifa zero para toda a população. O candidato afirmou que anteriormente defendia a gratuidade apenas para estudantes, mas ampliou a proposta. Questionado sobre como o estado financiaria o modelo, Arcangeli afirmou que pretende utilizar recursos estaduais e federais. O candidato também defendeu a criação de uma frota pública. “O transporte tem que ser um direito social, tanto como a saúde e como a educação. Está lá na Constituição, mas ninguém cumpre. E aí é um modelo de concessão. Você entrega milhões para as empresas, elas prestam um péssimo serviço. Você já poderia ter uma frota própria. Por isso que a gente defende a estatização. Defendíamos a tarifa zero para estudante, mas a gente quer a tarifa zero para todo mundo. E tem condições. Inclusive, está se discutindo, em nível nacional, o Sistema Único de Transporte. [...] A gente tem que resolver dessa forma, garantindo a tarifa zero com orçamento próprio, mas também com orçamento federal”, afirmou. Ferry-boats e integração do transporte Arcangeli também defendeu a integração dos sistemas rodoviário, hidroviário e ferroviário no Maranhão. Segundo o candidato, as ferrovias existentes no estado também poderiam ser utilizadas para o transporte de passageiros. Ao falar sobre o sistema aquaviário, Arcangeli criticou os problemas enfrentados pelos ferry-boats e defendeu a criação de um estaleiro no Maranhão para construção e manutenção de embarcações. “Tem que ter uma interligação de todo o sistema rodoviário, hidroviário e ferroviário. Por que no Maranhão a ferrovia é só para levar grão, não é para levar as pessoas? Então, você tem que ter estaleiro. É um absurdo que, para o ferryboat, a gente tenha que comprar um ferryboat do Amazonas, que tem um estaleiro, e do Pará, que tem um estaleiro. Por que o Maranhão não tem um estaleiro? Porque a gente é o segundo maior litoral do país e a gente não tem um estaleiro. E aí fica essa crise dos ferryboats. [...] Todo mundo sabe da situação dos ferryboats há anos”, disse. Acessibilidade A acessibilidade no transporte coletivo e nos serviços públicos também foi abordada durante a entrevista. Arcangeli criticou a falta de estrutura adequada para pessoas com deficiência em ônibus e paradas. O candidato também defendeu a oferta de recursos de comunicação acessível nos órgãos públicos e políticas voltadas à adaptação de moradias. “As rampas não têm paradas adaptadas. Nada é adaptado às pessoas com deficiência na nossa cidade. Você não tem direito à mobilidade, você não tem direito à comunicação nos órgãos públicos. Você entra no posto de saúde e as pessoas não conseguem se comunicar porque não tem o braile, não tem Libras. Então, a gente não tem direito à acessibilidade no nosso estado. A gente precisa também garantir adaptação de moradia para as pessoas com deficiência. Garantir que todas as pessoas tenham o direito a viver no estado do Maranhão”, afirmou. Fim das isenções fiscais Outra proposta apresentada por Saulo Arcangeli foi o fim das isenções fiscais concedidas a grandes empreendimentos instalados no Maranhão. O candidato afirmou que os benefícios somam R$ 2,6 bilhões e questionou a quantidade de empregos gerados pelas empresas beneficiadas. Ao ser questionado sobre o risco de saída de empresas e perda de postos de trabalho com a retirada dos incentivos, Arcangeli afirmou que pretende adotar outro modelo de desenvolvimento econômico, com investimentos em agroindústrias. “São R$ 2,6 bilhões para isenções fiscais, para grandes empreendimentos. E esses grandes empreendimentos não trazem esse emprego. É uma ilusão. Nós temos, desde a década de 70, vários grandes empreendimentos que chegam no Maranhão. [...] São grandes empreendimentos, todo mundo é de fora, nem mora no Maranhão e tem isenções fiscais. A Alumar, a Vale, a Eneva, a canadense que extrai o ouro de Godofredo Viana. [...] A população é pobre, porque a riqueza do Maranhão vai embora, não é distribuída. Então, você tem que mudar essa realidade, você tem que criar agroindústria”, afirmou. Babaçu e agroindústria Como alternativa aos incentivos destinados aos grandes empreendimentos, Saulo Arcangeli defendeu investimentos em agroindústrias e em cadeias produtivas locais, como a do babaçu. O candidato criticou a expansão da produção de soja e afirmou que o babaçu poderia ser utilizado na produção de alimentos e cosméticos, ampliando a geração de renda no Maranhão. “Você tem que criar agroindústria. Não como é feito com o Matopiba, que está todo mundo passando um calor. O que é que acontece com o Matopiba? Você faz uma devastação enorme. Eu estive agora na Região dos Cocais, é um calor danado. Porque a soja vem, tira as plantações, plantações importantes como o babaçu. Agora, em São Luís Gonzaga, a gente teve mais um caso de devastação do babaçu, que a gente tem uma lei. E o babaçu, você tem uma cadeia de produção belíssima. Você pode fazer cosmético, alimentação. Nós vamos investir na agroindústria”, disse. Pulverização aérea de agrotóxicos O uso de agrotóxicos também foi tema da entrevista. Saulo Arcangeli afirmou que, caso seja eleito, pretende acabar com a pulverização aérea de agrotóxicos no Maranhão. O candidato relacionou a prática a problemas enfrentados por moradores de comunidades próximas às áreas agrícolas e também criticou a política fundiária estadual. “Nós vamos acabar com a Lei de Terras do Brandão, que entregou terras para a grilagem. Vamos acabar com os agrotóxicos, pulverização aérea, que está matando a nossa população. Você está trazendo o agrotóxico na cabeça das pessoas, nas casas, nas escolas. Está todo mundo doente no Maranhão. A gente vai encerrar esse negócio de pulverização por agrotóxico”, afirmou. Distribuição de riqueza e insegurança alimentar Nas considerações finais, Saulo Arcangeli afirmou que sua candidatura pretende ampliar a distribuição das riquezas produzidas no Maranhão. Segundo o candidato, parte dos recursos naturais extraídos no estado é destinada a outros países sem resultar em melhoria das condições de vida da população. Arcangeli também citou a insegurança alimentar, a desigualdade social e os conflitos agrários entre os problemas que pretende enfrentar caso seja eleito. “A gente tem um estado riquíssimo de riquezas naturais, culturais, mas, como a gente falou, as riquezas não ficam no Maranhão. As riquezas vão de navio para fora, para a China, para os Estados Unidos, para o Canadá, e as riquezas não ficam no estado do Maranhão. Então, a gente tem que mudar essa realidade. Enquanto a gente tem uma riqueza, a gente tem uma desigualdade social enorme, uma insegurança alimentar. Hoje, quase 40% da população do Maranhão tem insegurança alimentar, que às vezes não consegue comer, entre leve, moderada e grave, que é fome. Você tem essa insegurança alimentar, insegurança hídrica, insegurança na vida, porque você tem conflitos agrários. Foram mais de 209 conflitos agrários no Maranhão, envolvendo 60 mil famílias”, afirmou.
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