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    Rede de pneus com 43 lojas é alvo de operação da Polícia Civil por suspeita de golpes em clientes

    2 weeks ago

    Empresa é suspeita de aplicar golpes em consumidores em diferentes estados do país Vagner Nucci/TV Diário A Polícia Civil realiza nesta quinta-feira (28) a segunda fase da operação Chave de Roda, conduzida pelo 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes, que investiga uma empresa do setor automotivo suspeita de aplicar golpes em consumidores em diferentes estados do país. A “Pneu Z”, especializada em troca de pneus, teria unidades envolvidas em práticas consideradas abusivas contra clientes. Segundo a investigação, um dos clientes chegou a gastar R$ 30 mil em uma das lojas da rede após ser convencido a realizar serviços no veículo. O g1 tenta localizar a defesa do centro automotivo. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp De acordo com o delegado assistente do 1º DP de Mogi das Cruzes, Lyon Ribeiro Silva, consumidores procuravam as lojas para serviços simples, como a troca de um pneu, mas recebiam diagnósticos de supostos problemas mecânicos, com indicação de peças quebradas ou faltando. Com isso, acabavam autorizando serviços e gastos muito acima do esperado. A investigação também aponta a prática de venda casada, proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. Segundo a Polícia Civil, clientes só conseguiam trocar pneus se também contratassem alinhamento e balanceamento. Agora no g1 A empresa possui 43 unidades no país, de acordo com a Polícia Civil. No Alto Tietê, dois franqueados administram 10 lojas, com unidades em Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e Suzano. Além de municípios como Piracicaba, Limeira, Sorocaba, São José dos Campos e Ribeirão Preto, em São Paulo. A empresa também atua em Itajaí (SC), Curitiba (PR) e Aparecida de Goiânia (GO). O inquérito aponta cerca de 20 vítimas no Alto Tietê. Em todo o país, o número passa de 100, segundo a investigação. O delegado Lyon acompanha as ações em Ribeirão Preto, cidade onde mora o dono da empresa. Segundo ele, ninguém será preso nesta fase da operação. Porém, sete investigados, apontados como responsáveis pela administração do grupo, serão alvo de medidas cautelares. Entre elas estão o afastamento da gestão das empresas e o bloqueio de contas bancárias. Durante as investigações, a Polícia Civil identificou mais de R$ 4 milhões nas contas dos investigados. Ainda segundo a polícia, a investigação começou após registros de boletins de ocorrência, denúncias de consumidores e análise de prisões em flagrante relacionadas a unidades da empresa. Os investigadores afirmam que há indícios de atuação coordenada entre administradores, gerentes e funcionários, com metas comerciais abusivas e indução dos clientes a contratarem serviços considerados desnecessários. A polícia também informou que apura a possibilidade de práticas semelhantes serem adotadas por outras empresas do mesmo segmento em diferentes regiões do país. A operação conta com equipes do Alto Tietê e do interior paulista e cumpre medidas autorizadas pela Justiça para recolhimento de provas e continuidade das investigações. Assista a mais notícias do Alto Tietê
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