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    Quem é Navi Pillay, vencedora do Nobel da Paz 2026

    7 hours ago

    A jurista sul-africana Navanethem 'Navi' Pillay, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026, em foto de 16 de setembro de 2026 Fabrice Coffrini/AFP A jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, de 85 anos, foi anunciada vencedora do Prêmio Nobel da Paz nesta sexta-feira (9). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Ex-chefe dos direitos humanos da ONU, ela foi a primeira mulher não branca na Suprema Corte do seu país passou a vida dentro de tribunais e, ainda hoje, atua como juíza na Corte Internacional de Justiça (CIJ), no caso em que Mianmar é acusado de genocídio. Conhecida como Navi Pillay, a sul-africana começou sua trajetória lutando em seu país contra o apartheid, o sistema de segregação racial que dividia a população por cor de pele e reservava a maior parte dos direitos políticos e civis à minoria branca. O Congresso Nacional Africano (CNA), partido que liderou a luta contra o regime, formado por nomes como Nelson Mandela, a descreve como uma ativista anti-apartheid cuja trajetória se confunde com a história da libertação do país. Navanethem 'Navi' Pillay é a vencedora do Nobel da Paz Com o fim do sistema, a carreira dela seguiu para fora do país. Pillay foi juíza do Tribunal Penal Internacional e, entre outros casos, presidiu o julgamento que tratou do genocídio ocorrido em Ruanda, na África, em 1994. Também participou de decisões históricas que ajudaram a estabelecer que estupro e violência sexual podem configurar atos de genocídio e crimes contra a humanidade. Entre 2008 e 2014, ocupou o cargo de Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a principal autoridade da ONU dedicada a acompanhar violações cometidas por governos no mundo inteiro. Também na ONU, ela presidiu uma comissão independente de investigação que acusou Israel de cometer genocídio na Faixa de Gaza. Pillay nasceu em 23 de setembro de 1941, em um bairro pobre de Durban. De etnia tâmil, um povo do sul da Índia com uma grande comunidade na África do Sul, ela é filha de um motorista de ônibus. Em 1965, casou-se com o advogado Gaby Pillay. LEIA TAMBÉM: Brasil nunca ganhou um Nobel, mas já teve 28 indicados; veja quem são e entenda por quê Nobel da Paz 2026: entenda como o vencedor é escolhido Trump não deve ganhar Nobel da Paz, mas mantém influência na escolha do premiado, segundo especialistas Trump volta a defender sua própria candidatura ao Nobel da Paz: 'Impedi a destruição total do mundo' Quem eram os 'favoritos' deste ano? Nomes cotados para receber o Nobel da Paz EPA; AP; Andy Wong/AP; Denis Balibouse/Reuters; Yves Herman/Reuters; Reprodução: Wikimedia Commons Além dos líderes dos EUA e do Canadá, para esta edição, analistas apostam em candidatos ligados à cooperação internacional, à defesa dos direitos humanos e à proteção de civis em áreas de conflito. Também aparecem entre as apostas instituições internacionais, organizações humanitárias e grupos que atuam na defesa da liberdade de imprensa e dos direitos das crianças. O cenário de guerras e crises humanitárias também colocou na lista redes de voluntários e equipes de emergência que prestam ajuda diretamente às populações afetadas. Entre as pessoas, os destaques vão para: Papa Leão XIV; Jornalista e militante pró-democracia chinês Jimmy Lai; Economista chinês Ilham Tohti; Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os Territórios Palestinos Ocupados; Premiê canadense Mark Carney; Militante pelo direitos das crianças Mykola Kuleba. Polêmica com Nobel da Paz 2025 Trump diz ter recebido medalha do Nobel da Paz como 'presente' de María Corina Machado Reprodução/X A política María Corina Machado, líder da oposição ao chavismo na Venezuela, venceu o Nobel da Paz de 2025. O Comitê do Nobel destacou sua luta pela democracia e pelos direitos humanos na Venezuela do regime Maduro. Sua premiação, no entanto, foi rapidamente envolta em uma polêmica que teve o presidente dos EUA, Donald Trump, como um dos pivôs. Corina Machado deu sua medalha do Nobel da Paz ao presidente norte-americano após ele tê-la pressionado a fazê-lo e também em meio a uma investida da líder opositora venezuelana para assumir o poder na Venezuela com a ajuda dos EUA. Apesar do gesto, Corina Machado foi preterida pela vice de Maduro, Delcy Rodriguez, para ficar no poder após a ação militar que derrubou Maduro. Donald Trump na Casa Branca Kylie Cooper/Reuters
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