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    PSD entra com nova ação no STF para que seja determinada a imediata realização de eleições diretas no Rio

    2 months ago

    O PSD entrou com uma nova ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja suspenso o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que libera eleições indiretas no estado do Rio de Janeiro. O relator é o ministro Cristiano Zanin, que já votou em outra ação para que seja realizada eleição direta no estado. 🔎Nas eleições diretas, os eleitores vão às urnas e votam nos candidatos de sua preferência. Ele e outros quatro ministros se posicionaram nesse sentido durante o julgamento virtual sobre as regras da eleição indireta que vai definir o sucessor de Cláudio Castro (PL), que renunciou ao mandato em meio a um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre sua inelegibilidade. O partido pediu para que seja determinada a imediata realização de eleições diretas no estado, com a expedição de ofício ao Governador. O PSD afirmou ao Supremo que a "manobra empreendida por Claudio Castro, em evidente e flagrante fraude à lei e burla à autoridade do TSE, consistiu em uma tentativa de escapar da punição de perda de mandato – e, bem assim, de fraudar a aplicação do Código Eleitoral, além do próprio regime democrático e a soberania popular". A sigla disse ainda que o TSE adotou entendimentos diferentes para situações semelhantes, como no caso de vacância no governo do Tocantins em 2018, a pouco mais de seis meses das eleições gerais de outubro. "O TSE adotou soluções diametralmente opostas: para o Estado do Tocantins, aplicou corretamente o art. 224, § 3º, e § 4º, II, do Código Eleitoral e determinou eleições diretas; para o Estado do Rio de Janeiro, afastou a mesmíssimo diploma legal e determinou eleição indireta com fundamento na Constituição Estadual". Crise política no Rio Em meio a um julgamento no TSE, Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador em 23 de março. Como o estado já não contava com um vice-governador e o então presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, havia sido cassado à época, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto, assumiu a função interinamente. Rodrigo Bacellar Thiago Lontra/Alerj Bacellar voltou a preso nesta sexta-feira (27) pela Polícia Federal, em uma nova fase da Operação Unha e Carne. O ex-presidente da Alerj já tinha sido preso em dezembro, no âmbito dessa mesma operação, por supostos vazamentos de dados para o Comando Vermelho.
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