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    Primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer anuncia que irá renunciar

    há 17 horas

    22 de junho de 2026: O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, fala em frente ao número 10 da Downing Street após a vitória decisiva de Andy Burnham na eleição suplementar de Makerfield na semana passada. REUTERS/Jaimi Joy O primeiro-ministro Keir Starmer anunciou nesta segunda-feira (22) que renunciará ao cargo, e um novo líder deverá assumir o cargo até o retorno do parlamento em setembro. Starmer disse que conversou com o rei Charles nesta manhã e que renunciará ao cargo em uma transição de poder tranquila. O primeiro-ministro britânico anunciou que deixará a liderança do Partido Trabalhista após reconhecer que não é a pessoa mais indicada para conduzir o país nas próximas eleições gerais. Um novo líder deverá assumir antes do retorno do Parlamento em setembro, o que abrirá caminho para que o país tenha seu sétimo chefe de governo em dez anos. Ele afirmou ter aceitado a resposta de seu partido parlamentar “de bom grado” e destacou que todas as decisões tomadas tiveram como prioridade “colocar o país que amo em primeiro lugar”. O premiê disse que já comunicou sua decisão ao rei e pedirá ao comitê executivo nacional do partido que estabeleça um cronograma para a escolha de um novo líder, com votações previstas para começar em 9 de julho e terminar até o verão, garantindo a posse antes do retorno do Parlamento em setembro. Ele permanecerá como primeiro-ministro até a conclusão da disputa e prometeu trabalhar por uma transição tranquila. O líder trabalhista disse que dará apoio total ao partido, que agora “herdará uma Grã-Bretanha mais forte e justa do que aquela que herdei há dois anos”. Em tom de despedida, agradeceu colegas, amigos e servidores públicos, além de funcionários do número 10. Ele afirmou que pretende dedicar mais tempo à família: “Quero ser o melhor marido possível para minha fantástica esposa e o melhor pai para meus lindos filhos, que são meu orgulho”. “A questão que meu partido faz agora é se sou a melhor pessoa para nos conduzir à próxima eleição geral. Ouvi a resposta do meu partido parlamentar e a aceito com humildade.” Menos de dois anos depois de ter conquistado uma vitória eleitoral esmagadora que prometia acabar com o caos na política britânica, Starmer afirmou que apoiaria quem quer que o substituísse. Pressão crescente A pressão contra Starmer vinha aumentando há meses e se intensificou na última sexta-feira, quando Burnham venceu de forma decisiva a eleição suplementar em Makerfield, derrotando um candidato do partido Reform UK, de Nigel Farage, que lidera as pesquisas nacionais há mais de um ano. Essa vitória reacendeu a esperança entre parlamentares trabalhistas de que Burnham, conhecido por suas habilidades de comunicação, possa revitalizar o partido, que perdeu apoio sob a liderança de Starmer. Reações e riscos O anúncio de renúncia não abalou os mercados: libra e títulos do governo britânico permaneceram estáveis, já que investidores esperavam a decisão. Ainda assim, analistas alertam que a transição traz riscos, especialmente porque Burnham ainda não detalhou suas posições sobre política externa, economia e defesa. O Reino Unido já enfrenta os maiores custos de empréstimo do G7, resultado de dívida elevada, crescimento econômico fraco e necessidade de investimentos em áreas como defesa. Economistas do Citibank afirmaram: “Um governo Burnham herdaria uma situação fiscal precária, com poucas ferramentas para promover mudanças significativas.” Contexto político Starmer havia prometido disputar qualquer desafio interno à liderança, mas mudou de posição no fim de semana. Quem assumir seu lugar será o sétimo primeiro-ministro britânico desde o referendo do Brexit, há dez anos, refletindo a dificuldade em manter o apoio de eleitores frustrados com falhas sucessivas em melhorar padrões de vida, serviços públicos e lidar com imigração ilegal. Agora no g1
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