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    Polícia investiga mais seis mortes suspeitas no Hospital Anchieta, no DF; já são 13 casos em apuração

    há 2 meses

    Três técnicos de enfermagem suspeitos de matarem pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta TV Globo/Reprodução A Polícia Civil do Distrito Federal passou a investigar mais seis mortes no Hospital Anchieta, em Taguatinga. A suspeita, mais uma vez, é de que essas mortes tenham sido provocadas de forma proposital por técnicos de enfermagem. Ao todo, sete ocorrências e duas denúncias anônimas foram encaminhadas para a 12ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga, mas a polícia fez uma triagem. Os seis novos casos investigados são de pessoas que morreram em dezembro de 2025. Os pacientes tinham entre 73 e 83 anos e tiveram paradas cardiorrespiratórias repentinas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. "Familiares que tiveram parentes que faleceram naquele hospital, principalmente na UTI, acredito que se colocaram naquela situação e viram a possibilidade de que seus parentes tivessem sido vítimas de homicídio. E procuraram as delegacias", aponta o delegado responsável pelo caso, Raphael Seixas. ➡️ As investigações começaram após as mortes de três pacientes na UTI . Eles tiveram paradas cardiorrespiratórios depois de receberem injeções letais de um técnico de enfermagem – acobertado por outras duas técnicas – entre novembro e dezembro de 2025. 13 mortes investigadas no total Ao todo, a PCDF investiga 13 mortes suspeitas no Hospital Anchieta. Sete destes casos já eram investigados pela Delegacia de Homicídios. Os seis novos inquéritos foram abertos pela 12ª DP (Taguatinga), que cuida da região onde fica o hospital. A polícia tem os pronturários dos pacientes e as escalas médicas da UTI, que vão ser analisados pelo Instituto Médico Legal (IML). "Como eles anteriormente não estavam sendo tratados como homicídio doloso, o período de instauração, que que a gente começou a apurar, já fez com que não houvesse mais imagens do atendimento na UTI, o que obviamente vai dificultar um pouco, mas não é o único meio da gente provar', diz o delegado Raphael Seixas. Denúncia do Ministério Público No último dia 18, a Justiça do DF aceitou denúncia contra os técnicos de enfermagem acusados de matar pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no final de 2025. Com a decisão, tornam-se réus por homicídios triplamente qualificados no caso: Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos Eles estão presos desde janeiro e aguardam o julgamento. O trio de técnicos de enfermagem vai responder pelas mortes: da professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75 anos, de Taguatinga; do servidor público João Clemente Pereira, 63 anos, do Riacho Fundo I; do servidor público Marcos Raymundo Fernandes Moreira, 33 anos, de Brazlândia. A denúncia do Ministério Público do DF é sigilosa, mas fontes ligadas à investigação apontam que o parecer do MP diz que a possível motivação dos crimes é que de os pacientes eram obesos e precisavam de maior cuidado médico na UTI. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
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