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    Polícia da Flórida prende 4 por esquema de fraude imigratória contra brasileiros

    há 2 meses

    Brasileiros presos pela polícia da Flórida, acusados de aplicar golpe em brasileiros imigrantes nos EUA. Reprodução/Orange County Autoridades dos Estados Unidos prenderam quatro pessoas suspeitas de aplicar golpes contra imigrantes sem documentação que buscavam regularizar a situação no país. Segundo a comunidade brasileira no estado da Flórida, onde as prisões aconteceram, os quatro detidos são brasileiros. Segundo o xerife responsável pelo caso, o grupo se apresentava como uma agência completa de serviços de imigração. “Por anos, a Legacy Immigra se promoveu como uma agência completa, cujos advogados lidavam com pedidos de imigração e asilo”, afirmou. De acordo com ele, a prática era diferente do discurso. “Eles basicamente enriqueceram com um modelo de negócio baseado em manipulação, fraude, mentiras e extorsão”, disse. Os prejuízos individuais variam de US$ 2.500 a US$ 26 mil.. Registros financeiros indicam que o grupo arrecadou mais de US$ 20 milhões em três anos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre os presos estão Ronaldo de Campos, Vagner Soares de Almeida, Juliana Colucci e Lucas Trindade Silva, apontados como líderes da empresa. Juliana e Vagner são casados. “As autoridades desmantelaram essa organização criminosa nesta semana”, afirmou o xerife. Segundo ele, os suspeitos vão responder por organização criminosa, fraude organizada, extorsão e exercício ilegal da advocacia. A investigação começou após denúncias recebidas pela Ordem dos Advogados da Flórida. “As queixas apontavam que a empresa operava um esquema coordenado para fraudar imigrantes indocumentados, alegando falsamente que eram advogados de imigração”, disse. Até agora, sete vítimas colaboraram com o caso, mas a polícia acredita que o número seja maior. “Acreditamos que há muitas outras”, afirmou. Segundo o xerife, o grupo aumentava o controle sobre as vítimas após os primeiros pagamentos. “A empresa criava contas de e-mail em nome das vítimas sem consentimento e retinha documentos, exigindo mais dinheiro para liberá-los”, disse. Ainda de acordo com ele, os suspeitos exploravam o medo de deportação. “A retenção dos documentos era usada como forma de pressão, explorando o medo das vítimas de serem removidas dos Estados Unidos”, afirmou. Registros financeiros indicam que o grupo arrecadou mais de US$ 20 milhões em três anos. “A organização acumulou mais de US$ 20 milhões em ganhos ilícitos enquanto vitimava centenas de pessoas”, disse. A operação foi conduzida por autoridades locais em parceria com o Departamento de Segurança Interna. O caso será levado a julgamento por promotores estaduais.
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