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    Polícia Civil e MPRJ miram esquema que lavou mais de R$ 100 milhões do tráfico e apuram conexão com operador da Al-Qaeda

    11 hours ago

    Polícia Civil e MPRJ fazem operação contra esquema de lavagem de dinheiro para criminosos A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Hawala, contra um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou pelo menos R$ 100 milhões do tráfico de drogas. Até a última atualização desta reportagem, 10 pessoas haviam sido presas. “Durante as apurações, os agentes identificaram uma possível conexão com um integrante de uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda”, afirmou a Polícia Civil. Segundo as investigações, o esquema prestava serviços ao Terceiro Comando Puro (TCP) e ocultava recursos ligados ao Comando Vermelho (CV) e ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), e promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) saíram para cumprir, no total, 10 mandados de prisão e 37 de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro, em São Paulo, Minas Gerais e Foz do Iguaçu. A 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do RJ também impôs medidas cautelares de bloqueio de ativos financeiros e indisponibilidade de bens e de participações societárias. O Gaeco denunciou 22 pessoas no total. O juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira aceitou integralmente a denúncia, tornando todos réus. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Polícia Civil e MPRJ fazem operação contra esquema que lavou mais de R$ 100 milhões para facções criminosas Reprodução Os presos Ali Alfakih Barbara de Oliveira Rosa Bárbara Luzia Souza de Carvalho Kassem Zayoun Lucas Gabriel Vidal Reda Zayoun Samuel Morais da Hora Thierry Martins Lourenço Ribeiro Yago Jorge de Souza Daniel Yasser Zayoun Rede de empresas de fachada De acordo com as apurações, entre 2021 e 2024, a estrutura movimentou mais de R$ 100 milhões por meio de dezenas de empresas de fachada distribuídas em diferentes estados. “Esses empreendimentos eram utilizados para conferir aparência de legalidade ao dinheiro obtido com tráfico de drogas, receptação qualificada e comercialização de produtos falsificados”, explicou a Polícia Civil. “O trabalho investigativo identificou toda a engenharia para ocultar a origem ilícita dos recursos. Os criminosos utilizavam empresas de fachada, transferências sucessivas entre pessoas jurídicas, depósitos fracionados em espécie, interpostas pessoas para movimentação bancária e operações incompatíveis com a capacidade financeira declarada”, prosseguiu a Polícia Civil. Durante as diligências, os agentes identificaram ainda um núcleo de empresários de origem libanesa apontado como responsável por ampliar a circulação interestadual e internacional dos recursos ilícitos. “Empresas registradas em São Paulo e Minas Gerais eram utilizadas para movimentar valores entre operadores financeiros, empresas de fachada e integrantes das organizações criminosas no Rio de Janeiro.” “As investigações também identificaram elementos que indicam a atuação de integrantes desse núcleo na região conhecida como Tríplice Fronteira (Brasil-Paraguai-Argentina), área que, segundo organismos nacionais e internacionais de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, é historicamente monitorada como um importante polo de operações financeiras e logísticas de grupos terroristas.” Suspeita de ligação com operador da Al-Qaeda Os agentes também identificaram uma relação comercial entre uma empresa vinculada aos investigados e um indivíduo sancionado pelo Office of Foreign Assets Control, órgão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos responsável pela aplicação de punições econômicas. “De acordo com as informações levantadas, esse indivíduo integra uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda. Esse vínculo será aprofundado a partir da análise das provas apreendidas durante a operação”, declarou a Polícia Civil.
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