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    PF aguarda laudo para identificar tipo e quantidade de cocaína diluída em carga de madeira

    há 12 horas

    Oito caminhões com madeira escondiam cocaína em esquema internacional investigado pela PF A Polícia Federal aguarda a conclusão dos laudos periciais para confirmar o tipo e a quantidade de droga encontrada em uma carga de madeira apreendida em Mato Grosso do Sul, na fronteira entre o Brasil e a Bolívia. A suspeita é de que a carga estivesse contaminada com cocaína líquida, método considerado incomum e de difícil detecção pelas autoridades. A apreensão ocorreu no domingo (21), durante a Operação Timber Shield, realizada pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, Exército Brasileiro e órgãos de inteligência dos Estados Unidos e da Bolívia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Segundo as autoridades, testes preliminares apontaram indícios da presença de cocaína na madeira transportada por oito caminhões. Quatro deles foram interceptados em Corumbá (MS) e outros quatro em Cáceres (MT). Apesar da repercussão do caso e das estimativas iniciais que apontam para uma possível apreensão recorde, ainda não existe um laudo definitivo sobre o material recolhido. "Não tem laudo definitivo dos produtos apreendidos pela Receita Federal", informou a Polícia Federal. LEIA TAMBÉM: Por que fetos de lhamas usados em rituais na Bolívia representam risco sanitário ao Brasil Rota da magreza: contrabando de canetas emagrecedoras passa a usar o corredor do tráfico de drogas em MS Receita federal apreende 21 toneladas de produto usado na fabricação de cocaína na fronteira com a Bolívia Investigação passa a ser conduzida pela PF Esquema internacional usava madeira para transportar cocaína diluída; carga é interceptada em MS Receita Federal Após a apreensão da carga, toda a investigação criminal passa a ser conduzida pela Polícia Federal. A Receita Federal informou que não possui novas informações sobre o caso, uma vez que sua atuação se encerra após a retenção da carga e o encaminhamento dos materiais para os procedimentos criminais. A partir de agora, caberá à Polícia Federal confirmar a presença da droga, determinar o volume exato eventualmente encontrado e identificar os responsáveis pelo esquema. "Vamos trabalhar no caso a partir de agora e analisar os desdobramentos", informou a corporação. A Polícia Federal informou que o resultado positivo para cocaína obtido no local da apreensão é apenas preliminar. Segundo a corporação, amostras da madeira foram encaminhadas para Campo Grande, onde serão submetidas a exames periciais em equipamentos especializados. Somente após a conclusão desses testes será possível confirmar oficialmente se a substância encontrada é cocaína e qual o volume presente na carga. Destino da madeira ainda é indefinido De acordo com as informações obtidas durante a operação, a carga tinha como destino os estados de Mato Grosso do Sul e Paraná. Parte dos caminhões seguiria para Campo Grande antes da distribuição da mercadoria. Enquanto os exames prosseguem, os caminhões permanecem sob custódia das autoridades. Em Corumbá, os veículos estão armazenados no pátio da Agesa, principal porto seco da região e importante terminal logístico e aduaneiro na fronteira entre Brasil e Bolívia. Operação teve origem em troca de informações internacionais A investigação começou após análises de inteligência compartilhadas entre autoridades brasileiras, norte-americanas e bolivianas apontarem a possibilidade de a carga estar contaminada com cocaína. Durante a fiscalização, cães farejadores demonstraram interesse na madeira, reforçando as suspeitas das equipes responsáveis pela operação. Na sequência, testes preliminares indicaram a presença da droga. As autoridades agora aguardam o resultado dos laudos definitivos para confirmar a composição do material e esclarecer se a apreensão poderá, de fato, ser considerada uma das maiores já registradas no Brasil. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
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