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    Pesquisadores da USP analisam cerca de 100 amostras de argila em área com terras raras em RR

    16 hours ago

    O que são as tão disputadas terras raras Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) analisam amostras de argila coletadas no Complexo Barreira, em Caracaraí, no Sul de Roraima, para identificar quais elementos de terras raras existem na área, em que quantidade e onde estão concentrados. 🔎 As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos estratégicos para a indústria de alta tecnologia. Eles usados na fabricação de baterias, turbinas eólicas, carros elétricos, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa. Entenda mais abaixo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp As amostras foram coletadas na mesma área onde pesquisadores da Universidade Federal de Roraima (UFRR) identificaram, em 2025, rochas e argilas com altas concentrações de terras raras. Agora, a equipe da USP analisa as argilas para avaliar o potencial da ocorrência mineral. Nas áreas analisadas até agora pela USP, as concentrações variam entre cerca de 0,3% e 0,6%, enquanto depósitos desse tipo costumam registrar índices entre 0,01% e 0,3%, segundo os pesquisadores. Amostras de argila de área em Roraima são analisadas por pesquisadores da USP. Complexo Barreira/Reprodução 🧪 Cerca de 100 amostras passam por análises químicas da equipe da USP. O trabalho começou em janeiro de 2026 e inclui a extração das terras raras das argilas, a medição da concentração dos elementos e a separação deles. Segundo o professor e doutor em Química da USP, Henrique Eisi Toma, o estudo está na fase de prospecção (investigação). Além de mapear a área, a equipe analisa cada amostra de argila para identificar os elementos presentes, medir concentrações e confirmar os resultados por meio de técnicas laboratoriais. "Não é só um mapeamento, é um trabalho analítico muito cuidadoso, muito trabalhoso que é necessário para saber realmente se tem terra rara. Então, tem muito trabalho químico envolvido nesse processo. É um trabalho exaustivo, mas necessário", explicou Toma ao g1. Apesar do nome, as terras raras não são necessariamente escassas, e sim difíceis de separar e processar por terem propriedades químicas quase idênticas. Análise inclui tecnologia Depois da etapa inicial de análise, os pesquisadores pretendem aplicar uma tecnologia de separação das terras raras desenvolvida pela USP e baseada em nanotecnologia. 🔎 A nanotecnologia é a criação e manipulação de materiais (nesse caso as terras raras de Roraima) em uma escala extremamente pequena, chamada nanométrica, que não pode ser observada a olho nu. "Dominamos uma técnica de separação de terras raras que é única no mundo, ninguém mais sabe fazer isso. Ela é baseada em nanotecnologia. Então, a gente usando nanopartículas projetadas, trabalhadas para reconhecer terras raras, elas pegam as terras raras, separam, extraem e fazem um trabalho que, na ausência das nanopartículas, seria uma coisa quase que impossível de ser feita", explicou. Complexo Barreira em Caracaraí, no Sul de Roraima. Complexo Barreira/Reprodução LEIA TAMBÉM: O que são terras raras (que não são terras nem raras)? Entenda em 10 perguntas e respostas Pesquisadores identificam alta concentração de terras raras no interior de Roraima O que são terras raras? As terras raras receberam esse nome no final do século XVIII e no início do XIX. Não é exatamente uma terminologia precisa: elas não são "terras" e nem tão "raras" assim na crosta terrestre. Trata-se de um grupo de 17 elementos químicos da Tabela Periódica. Fazem parte deste grupo: Os 15 lantanídeos: elementos que vão do lantânio ao lutécio. Eles são "quimicamente pegajosos": onde está um, geralmente estão todos os outros, o que torna a separação deles um dos maiores desafios da engenharia moderna. ➡️ O nome “lantanídeo” vem do primeiro elemento da fila, o Lantânio (do grego lanthanein, que significa 'escondido'). É um nome muito apropriado, porque são elementos que ficam “escondidos” uns dentro dos outros nas rochas. Escândio e ítrio: costumam aparecer associados aos lantanídeos e, por isso, também recebem o rótulo de “terras raras”. O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China. São 21 milhões de toneladas, o equivalente a 23% do total global, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME). Terras raras: tipos e usos Arte/g1 Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
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