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    Passos tem seis áreas de risco para inundações e deslizamentos, aponta estudo do Serviço Geológico do Brasil

    10 hours ago

    Passos tem seis áreas de risco para inundações e deslizamentos, aponta estudo Um levantamento do Serviço Geológico do Brasil identificou seis áreas de risco para inundações e deslizamentos em Passos (MG). O estudo aponta que 166 residências estão localizadas nesses locais, o que afeta mais de 660 pessoas. O objetivo é subsidiar políticas públicas de prevenção de desastres. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Um dos pontos mapeados fica na Avenida da Moda, onde comerciantes convivem com transtornos durante períodos de chuva intensa. Segundo o gerente de uma autoescola da região Cléber Rodrigues Machado, a inundação chega a atingir o estabelecimento mesmo após adaptações feitas na construção. “Já aconteceu de a água entrar até dentro dos carros que estavam estacionados aqui, danificando a parte mecânica. Alunos também já tiveram motos derrubadas pela força da enxurrada. Quando começa a chover, é aquela correria para tirar todos os veículos da porta”, relatou. Passos tem seis áreas de risco para inundações e deslizamentos, aponta estudo do Serviço Geológico do Brasil Reprodução EPTV A veterinária Patrícia, que mantém uma clínica na mesma avenida há 15 anos, também reclama dos alagamentos. Segundo ela, as obras realizadas para tentar evitar as inundações não solucionaram completamente o problema. "Quando chove forte, a água ainda toma conta da rua de trás, que é justamente por onde muitos clientes precisam passar para chegar até aqui. Na cabeça deles, eles vão ter que dar a volta, enfrentar um trecho alagado... muitas vezes essas proteções ficam totalmente cobertas pela água. Então, infelizmente, a situação ainda acontece. É muito complicado." Entre as áreas classificadas como de risco está um trecho da Rua Cuiabá, no Bairro Jardim Colégio. O levantamento também apontou problemas na Rua Paraguai, no Bairro Canjeranos, onde uma casa foi interditada pela Defesa Civil devido ao risco de deslizamento. A família moradora do imóvel recebe aluguel social. As ruas Pará e Goiás, ambas no Bairro Bela Vista, também foram incluídas no mapeamento. Os estudos foram realizados entre os dias 11 e 15 de maio deste ano. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil, o trabalho começa com um levantamento prévio de dados já existentes no município. Em seguida, equipes realizam visitas de campo junto à Defesa Civil para identificar indícios que caracterizem áreas de risco. Passos tem seis áreas de risco para inundações e deslizamentos, aponta estudo do Serviço Geológico do Brasil Reprodução EPTV “O objetivo desse estudo é subsidiar as políticas públicas de prevenção de desastres em todo o território nacional”, explica o geólogo Júlio César Lana. Para Thatyane Daniel Barbosa, engenheira ambiental ouvida pela reportagem, o mapeamento é fundamental para prevenir acidentes, mas são necessárias intervenções do poder público para reduzir os riscos identificados. “Fazer um estudo de solo, uma contenção naquilo ali, que eles usam muito muro de gabião. Não que seja necessário muro de gabião, mas é o mais usado nessas contenções de encosta”, afirmou. Sobre os pontos de inundação, ela destacou a importância de obras de drenagem e manutenção da rede de escoamento. “É realmente a questão da drenagem, ver se tem um projeto de drenagem, ver se a galeria está limpa, a manutenção mesmo de onde passa o fluxo da água.” Estudo aponta seis áreas de risco para inundação ou deslizamento mapeadas em Passos A Defesa Civil de Passos informou que já tinha conhecimento das áreas mapeadas. Em relação às inundações, o órgão afirmou que uma bacia de contenção está em andamento. Já nos locais com risco de deslizamento, o monitoramento é frequente, especialmente durante o período chuvoso. “Nós fazemos acompanhamento, principalmente quando vai chegar na época das chuvas. É mais constante as nossas visitas, tanto nossa quanto da Secretaria do Meio Ambiente, a Secretaria de Obras também. Com os engenheiros, nós fazemos acompanhamento e não há registro de risco de desabamento”, disse o coordenador da Defesa Civil Gilmas Neves de Oliveira. Ele também destacou que a fiscalização busca impedir novas construções nessas áreas. “É lógico que tem que ter esse nosso acompanhamento. Um serviço da Defesa Civil também. Nós fazemos a fiscalização para que não haja novas construções nesses locais. Isso aí nós não podemos aceitar.” Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas
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