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    Parentes de políticos ocupam vagas na Câmara dos Deputados e na Alesp; veja quem são

    13 hours ago

    Parentes de políticos ocupam vagas na Câmara Federal e na Alesp; veja quem são os eleitos em SP As bancadas da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e da Câmara dos Deputados, que assumem no ano que vem, terão nomes conhecidos da política brasileira. Entre os eleitos, estão parentes de políticos que já ocuparam cargos públicos, em um fenômeno que se repete nas eleições. Na Câmara Municipal de São Paulo, dez vereadores deixarão seus mandatos para assumir vagas no Legislativo estadual ou federal. Três vão para a Assembleia Legislativa e outros sete assumirão cadeiras na Câmara dos Deputados, em Brasília. O sobrenome também pode ajudar na trajetória política, além da militância e da presença nas redes sociais, segundo a análise apresentada na reportagem. Aos 32 anos, Luna Zaratini (PT) foi eleita deputada federal após cumprir dois mandatos como vereadora na capital paulista. Ela foi a deputada federal mais votada do partido, ficando à frente do tio, Carlos Zaratini, que foi reeleito e com quem dividirá os corredores da Câmara no ano que vem. “Meu avô foi preso, foi torturado, foi exilado e, agora, eu tenho esse compromisso de seguir as lutas do meu avô, assim como o meu tio também tem esse compromisso na defesa da democracia, no combate às desigualdades sociais e nos avanços dos direitos”, afirmou Luna. Outra vereadora que estará em Brasília no ano que vem é Sandra Tadeu (PL), casada com o ex-deputado federal Jorge Tadeu Mudalem. Parentes de políticos ocupam vagas na Câmara Federal e na Alesp; veja quem são os eleitos em SP Reprodução/TV Globo Parentesco na política Dois em cada dez deputados eleitos para a Alesp têm algum parente na política. Na Câmara, a proporção é ainda maior: cerca de 30% dos eleitos, ou três em cada dez, compartilham o sobrenome com alguém que já foi eleito. Um dos exemplos é Rafael Telhada, que concorreu com o nome "Telhadinha" nas urnas e conquistou uma vaga na Alesp pelo PP. O pai dele, coronel Telhada, já ocupou o cargo de deputado estadual por dois mandatos e agora vai para a Câmara dos Deputados. “A política se apresentou primeiramente para o coronel Telhada, para o meu pai, de uma maneira muito natural. E eu acredito assim, que o nosso DNA, o DNA da família Telhada, é um DNA policial. A política, ela veio por uma demanda, por uma necessidade, por uma carência social, uma carência da população em escolher representantes da segurança pública”, disse Rafael. Regina Nunes, mulher do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), também foi eleita e será uma das novatas da Assembleia Legislativa. Outros parlamentares com vínculos familiares com políticos seguem na Alesp. É o caso de Ana Carolina Serra (PSDB), mulher de Paulo Serra, ex-prefeito de Santo André; Carla Morando (PSD), mulher de Orlando Morando, ex-prefeito de São Bernardo; e Enio Tato (PT), irmão dos deputados federais reeleitos Gilmar Tato e Nilto Tato. Na Câmara, dois dos novatos também têm parentesco com figuras conhecidas da política nacional: Natália Boulos (PSOL), mulher do ministro Guilherme Boulos, e Renato Bolsonaro (PL), irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Tradição de dinastias políticas O cientista político Marco Antônio Teixeira afirma que a política brasileira tem uma tradição de dinastias familiares. Segundo ele, muitas vezes esses grupos se mantêm sem que os eleitos tenham apresentado projetos relevantes. A análise aponta para a presença de vínculos familiares nas disputas eleitorais e para a continuidade de sobrenomes conhecidos em diferentes esferas do Legislativo.
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