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    Pai de goiana morta em floresta no Canadá morreu sem saber o paradeiro da filha, diz prima

    há 2 meses

    Corpo de goiana desaparecida é identificado no Canadá O pai da goiana Letícia Oliveira Alves, de 36 anos, morreu em 2025, aos 70 anos, sem saber o paradeiro da filha, que ficou desaparecida por dois anos até a família ser informada, há cerca de um mês, de que ela havia sido encontrada morta em uma floresta em Quebec, no Canadá, segundo uma prima. De acordo com Honória Dietz de Oliveira, prima de Letícia, ela também deixou uma filha de 12 anos. O corpo foi enterrado no domingo (29), no cemitério Parque Memorial, em Goiânia, segundo a família. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Natural de Goiânia, Letícia desapareceu em 2023 e só teve o corpo encontrado em abril de 2024 por caçadores, em Coaticook, uma área de floresta em Quebec, segundo informações da ONG Unidentified Human Remains Canada. Segundo a certidão de óbito emitida na província de Quebec, a data da morte foi 15 de janeiro de 2024. A causa foi apontada como hipotermia. LEIA TAMBÉM: Corpo de goiana encontrada morta em floresta no Canadá é velado, em Goiânia Laudo aponta que corpo encontrado em floresta do Canadá é de brasileira que desapareceu em 2023 Estudiosa e dedicada a trabalhos voluntários: Veja quem era a brasileira encontrada morta no Canadá Localização do corpo e identificação De acordo com Honória Dietz de Oliveira, a família só foi informada de que o corpo havia sido encontrado há cerca de um mês. Ao g1, a jornalista contou que o corpo foi preservado e que, somente agora, as autoridades conseguiram confirmar a identidade. "Minha prima ficou desaparecida da família por mais de dois anos. Ela deixou de dar notícias em dezembro de 2023, quando estava em Boston (EUA). Desde então, a Interpol iniciou as buscas”, contou. Segundo a prima, foi um milagre que o corpo tenha sido encontrado e identificado, dada a dificuldade do local onde foi encontrado. A família pagou todos os custos com o translado do corpo para o Brasil, informou ela. “Apesar de toda a tristeza, também sentimos alívio por encerrar esse período tão doloroso de buscas e angústia. Somos gratos a Deus e às autoridades do Brasil e do Canadá envolvidas neste processo de buscas, identificação, proteção e liberação para o traslado do corpo”, disse a jornalista. Corpo da goiana Letícia Oliveira Alves foi enterrado do domingo. Arquivo/Honória Dietz Formação e trajetória acadêmica Letícia era formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e mestre em Ciências pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Segundo a prima Honória, ela também cursava doutorado na instituição. "Letícia era extremamente inteligente, esportista e dedicada aos estudos. Sua pesquisa era voltada ao desenvolvimento de um combustível especial para aeronaves, com o objetivo de evitar explosões em caso de queda”, contou a prima. De acordo com o irmão, Fabrício Alves de Oliveira, Letícia era uma pessoa estudiosa e dedicada a trabalhos voluntários. A pesquisadora chegou a interromper o doutorado no Instituto Tecnológico Aeronáutico (ITA) para se dedicar à igreja. "A Letícia era uma pessoa muito estudiosa e aplicada no que fazia, sempre se dedicando a atividades esportivas e trabalho voluntários na sua fase jovem", afirmou Fabrício. Desaparecimento e identificação Letícia era natural de Goiânia, mas estava nos Estados Unidos quando desapareceu. Segundo familiares, a última informação que tiveram sobre Letícia foi uma conversa com ela pelas redes sociais em 2023. No fim daquele ano, em dezembro, a família fez contato com Letícia pela última vez. Entretanto, a família contou que a amostra de DNA usada para a identificação foi coletada pela Polícia de Imigração dos EUA quando ela ficou detida entre janeiro e abril de 2024. Letícia Oliveira Alves estava desaparecida desde 2023. Arquivo Pessoal/Frederico Oliveira Alves 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
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