Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Pagamento variável à União, saída da Infraero e fim da obrigação de 3ª pista: o que muda no Galeão após leilão

    há 2 meses

    Aena vence leilão do Aeroporto do Galeão com lance de R$ 2,9 bilhões e assume concessão até 2039 O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, terá mudanças importantes no modelo de concessão após a vitória da espanhola Aena no leilão realizado nesta segunda-feira (30), com lance de R$ 2,9 bilhões. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O novo contrato altera regras consideradas centrais para a operação do terminal, como a forma de pagamento à União e exigências de infraestrutura. A nova gestão espera tornar o aeroporto ainda mais atrativo e competitivo. As mudanças fazem parte do processo de venda assistida, negociado entre o governo federal, a atual concessionária RIOgaleão e o Tribunal de Contas da União (TCU), com o objetivo de reestruturar o contrato e viabilizar a troca de operador. Movimento de passageiros no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. Fernando Frazão/Agência Brasil Principais mudanças: pagamento de 20% do faturamento à União, em vez de contribuição fixa; fim da obrigação de construção de uma terceira pista; saída da Infraero da sociedade; previsão de compensação caso haja mudanças no Aeroporto Santos Dumont. Entre as principais mudanças está a substituição da cobrança fixa por um modelo de pagamento variável: a concessionária passará a repassar 20% do faturamento bruto à União ao longo do contrato, válido até 2039. Outra alteração relevante é o fim da obrigação de construção de uma terceira pista, exigência prevista na concessão original de 2013 e considerada um dos entraves ao equilíbrio financeiro do projeto. O novo modelo também prevê a saída da Infraero da sociedade, permitindo que a Aena assume integralmente a operação do aeroporto, além de um mecanismo de compensação caso haja mudanças nas regras de funcionamento do Aeroporto Santos Dumont, principal concorrente do Galeão na cidade. Além disso, a Aena assume todos os direitos, deveres e contratos vigentes, podendo explorar, manter e ampliar a infraestrutura do aeroporto. Com a chegada da Aena, a expectativa é de: ampliação de rotas e voos; atração de novas companhias aéreas; melhoria da infraestrutura; aumento da competitividade do terminal. A empresa já administra 17 aeroportos no Brasil — incluindo Congonhas — e passa a ser a maior concessionária do país em número de terminais. Como foi o leilão O leilão foi realizado na B3, em São Paulo, e contou com a participação de três grupos: a própria RIOgaleão, a suíça Zurich Airport e a espanhola Aena. Vista aérea do Aeroporto do Galeão Divulgação A disputa começou com empate entre as ofertas e seguiu com sucessivos lances, em uma concorrência acirrada que durou quase duas horas. O valor inicial de R$ 932,8 milhões foi rapidamente superado, até chegar ao lance final de R$ 2,9 bilhões. O modelo adotado foi o de venda assistida, uma espécie de relicitação de um contrato já existente, renegociado para permitir a troca de operador. Da crise à retomada O Galeão enfrentou uma crise que começou antes mesmo da pandemia. O aeroporto chegou a operar com cerca de 40% de ociosidade e teve um dos terminais fechados. A situação se agravou a partir de 2020, quando o Aeroporto Santos Dumont passou a concentrar maior número de passageiros. A partir de 2023, um acordo entre governos federal, estadual e municipal iniciou um plano de recuperação, com destaque para a limitação do número de passageiros no Santos Dumont. Desde então, o Galeão vem retomando o crescimento: 5,9 milhões de passageiros em 2022 quase 18 milhões em 2025 Apesar do avanço, o número ainda está abaixo da capacidade total, de 37 milhões de passageiros por ano. Atualmente, o aeroporto registra cerca de: 340 voos diários sendo cerca de 110 internacionais Em 2025, o Galeão voltou a figurar entre os aeroportos mais movimentados do país, atrás apenas de Guarulhos e Congonhas. O que diz a Firjan A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) avaliou o resultado do leilão como positivo e vê a mudança como parte de uma estratégia de fortalecimento do Galeão. Segundo o presidente da entidade, Luiz Césio Caetano, o aeroporto tem papel central na conectividade internacional do estado. “A recuperação da conectividade aérea internacional pelo Galeão, que concentra voos de longa distância e operações de grande porte, é um reflexo direto da reorientação do tráfego aéreo, consolidando o Rio de Janeiro como importante porta de entrada no país”, afirmou. A federação também defende a manutenção da coordenação entre o Galeão e o Santos Dumont, além de investimentos em logística de acesso ao aeroporto. Para a entidade, o fortalecimento do Galeão pode tornar o estado mais atrativo para negócios, turismo e investimentos, além de aumentar a competitividade da indústria fluminense.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    'Subestimaram minha capacidade', diz cientista brasileira que criou caneta que detecta tumor para curar câncer
    Artigo Seguinte
    Vídeo mostra explosão de depósito de munições no Irã

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário