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    Operação mira quadrilha que fraudava sites de hotéis para aplicar golpes em Fernando de Noronha

    há 18 horas

    Golpistas criam site falso e roubam dinheiro de hospedagem de turistas de Fernando de Noronha A Polícia Civil investiga uma quadrilha que aplicou golpes em, ao menos, dez pessoas, incluindo turistas e donos de hotéis, em Fernando de Noronha. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão domiciliar na quinta-feira (10), em Fernando de Noronha, João Pessoa e Campina Grande (PB). Até o momento, ninguém foi preso. A Operação Antillia foi deflagrada na quinta-feira (10). As investigações, iniciadas em maio, apontam que o grupo criminoso praticava estelionato por meio de sites e documentos falsos. Em entrevista coletiva nesta sexta (11), o delegado Paulo Ribeiro disse que os golpistas clonavam sites de hotéis reais para atrair vítimas (veja vídeo acima). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE "Já se têm notícias de, pelo menos, dez vítimas e estão chegando mais. [...] O hotel realmente existe, não foi identificado nada de errado ou de ilícito em relação ao hotel, mas os estelionatários utilizaram o layout, a identidade visual do hotel, para criar um site muito parecido com o verdadeiro", explicou. O endereço eletrônico do site falso era semelhante ao original, com pequenas alterações na grafia, o que gerava confusão entre turistas que buscavam hospedagens. Ao acessar o portal, as vítimas eram direcionadas para os contatos e contas bancárias dos estelionatários. LEIA TAMBÉM: Polícia prende golpista que deu prejuízo de R$ 59 milhões a Pernambuco Falsa empresa de investimentos é alvo de operação no Recife De acordo com a polícia, o grupo criminoso operava de forma complexa, com a utilização de domínios eletrônicos, infraestrutura de hospedagem e serviços de comunicação. O intuito era passar credibilidade para os sites fraudulentos. As vítimas, que são de diversos estados brasileiros, acreditavam que estavam reservando uma hospedagem e pagando para o hotel oficial, sem suspeitar que a reserva e o pagamento eram feitos para os criminosos. "Os sites foram disponibilizados na internet e as vítimas, as pessoas interessadas em comprar pacotes de viagem durante as pesquisas, terminaram caindo nos sites que eram sites falsos, mas com aparência de verdadeiros. Então parecia que as pessoas não perceberam que estavam pagando, não ao hotel aonde eles queriam realmente ir, mas estavam pagando na conta de um estelionatário", afirmou. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços utilizados pelos estelionatários, que, em sua maioria, eram de fachada. "Eram endereços utilizados pelos estelionatários, mas onde funcionavam unidades residenciais e alguns locais com unidades comerciais, residenciais e um hotel, que também aparentemente foi vítima. Era um endereço de fachada a maioria deles", explicou o delegado Paulo Ribeiro. As investigações da Operação Antillia seguem em andamento para identificar outras vítimas e também os criminosos. Foto de arquivo mostra Fernando de Noronha, em Pernambuco Cristiano Régis/Acervo pessoal VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
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