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    ONU adia votação sobre uso de força no Estreito de Ormuz, mas China diz que usará poder de veto

    há 2 meses

    Impasse global no Estreito de Ormuz O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas adiou neste sábado (4) para semana que vem a votação da resolução que libera o uso da força dentro e ao redor do Estreito de Ormuz para proteger a navegação comercial no canal, segundo disseram diplomatas da ONU. A China, que tem poder de veto, deixou clara sua oposição a qualquer autorização do uso da força. França e Rússia, que também podem barrar votações por serem membros permanentes do conselho, já indicaram oposição à medida. Na tentativa de um acordo, diplomatas adiaram para a semana que vem a votação, inicialmente marcada para esta sexta-feira e depois remarcada para este sábado (4). Os preços do petróleo subiram desde que os EUA e Israel atacaram o Irã no final de fevereiro, dando início a um conflito que já dura mais de um mês e que efetivamente fechou o estreito para o tráfego marítimo. O ministro das Relações Exteriores do Barein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, disse ao conselho na quinta-feira que uma votação seria realizada na sexta-feira, "se Deus quiser", e acrescentou que o Barein esperava uma "posição unificada deste estimado conselho". O Barein, apoiado em seus esforços para garantir uma resolução por outros Estados árabes do Golfo e por Washington, já havia retirado uma referência explícita à aplicação obrigatória em uma tentativa de superar as objeções de outras nações, especialmente da Rússia e da China Um quarto esboço de uma resolução foi colocado sob o chamado procedimento de silêncio para aprovação até quinta-feira às 13:00 (horário de Brasília). Diplomatas disseram que o silêncio foi quebrado pela China, França e Rússia, mas um texto foi posteriormente finalizado, ou "colocado em azul" na linguagem da ONU, o que significa que uma votação pode ocorrer. O esboço de resolução finalizado autoriza as medidas "por um período de pelo menos seis meses (...) e até que o Conselho decida de outra forma". Entretanto, em comentários ao Conselho de Segurança na manhã de quinta-feira, o enviado da China à ONU, Fu Cong, se opôs à autorização de uso da força.
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