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    Nova exposição mostra moldes de vítimas de Pompeia 'congeladas' no momento da morte

    3 months ago

    Pessoas visitam o sítio arqueológico de Pompeia, perto de Nápoles, no sul da Itália AP Photo/Alessandra Tarantino Mais de 20 moldes de gesso de vítimas que morreram na catastrófica erupção do vulcão em Pompeia entraram em exibição permanente nesta quinta-feira (12), na Itália. Os moldes, que estudiosos chamam de “impressões de dor”, registram de forma impactante a posição em que cada morador estava quando morreu, no ano 79. As reproduções foram feitas com o despejo de gesso líquido nos espaços deixados pelos corpos decompostos na cinza endurecida. A intenção foi “dar dignidade a essas pessoas, que são como nós — mulheres, crianças, homens — que morreram durante a erupção, mas, ao mesmo tempo, tornar isso compreensível”, disse Gabriel Zuchtriegel, diretor do Parque Arqueológico de Pompeia. Segundo ele, a ideia é fazer com que o público “entenda o que realmente aconteceu em Pompeia”. Criada por Giuseppe Fiorelli em 1863, a técnica preserva com fidelidade a posição, a expressão de dor e detalhes das roupas das vítimas, tornando os moldes testemunhos únicos. O método ainda é usado pela equipe de pesquisadores que atua no parque arqueológico. O que antes se imaginava ser a mãe e o seu filho foi reavaliado após estudo publicado na última semana Imagem: Parque Arqueológico de Pompeia Pompeia é o único local conhecido que permite a recuperação desse tipo de evidência, possibilitando aos visitantes ver a reprodução de objetos destruídos e das pessoas que viveram e morreram naquele momento. A erupção do Monte Vesúvio matou cerca de 2 mil moradores da cidade. Na região, o total de vítimas pode ter chegado a 16 mil. Pompeia foi coberta por cinzas, que depois se solidificaram com os fluxos piroclásticos. Durante as escavações, foram encontrados os restos de mais de mil vítimas presas em casas ou abrigos, soterradas por uma chuva de pedras-pomes e rochas vulcânicas ou mortas pelo desabamento de telhados e paredes sob o peso dos detritos, que chegaram a cerca de três metros de altura. Os 22 moldes expostos foram escolhidos entre os corpos mais bem preservados. As vítimas foram encontradas em diferentes pontos da cidade, de áreas centrais a portões e estradas que levavam para fora, por onde moradores tentaram fugir. “Eles têm um forte impacto emocional nos visitantes e podem ser muito comoventes”, disse Silvia Martina Bertesago, arqueóloga do Parque Arqueológico de Pompeia. “Com as análises que hoje podemos realizar, com técnicas cada vez mais avançadas, é possível entender a idade e o sexo, além de identificar eventuais doenças ou o tipo de alimentação”, afirmou. A exposição ocupa os pórticos da Palestra Grande, em frente ao Anfiteatro. Além de uma área dedicada aos restos humanos, o espaço reúne achados como plantas e alimentos que permaneceram soterrados por séculos sob metros de cinza e lava. Vista do Parque Arqueológico de Pompeia, perto de Nápoles, sul da Itália AP Photo/Andrew Medichini VÍDEOS: mais assistidos do g1
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