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    No Dia da Amazônia, conheça cinco dos grandes predadores da maior floresta tropical do mundo

    13 hours ago

    Animais são consideradas cinco maiores predadores da floresta Amazônica. Reprodução No Dia da Amazônia, celebrado neste sábado (5), uma das formas de conhecer a riqueza da maior floresta tropical do mundo é olhar para alguns dos animais que ocupam posições de destaque na cadeia alimentar. Fortes, ágeis, estratégicos e, em alguns casos, venenosos, esses animais desenvolveram diferentes habilidades para sobreviver e capturar suas presas. Há os que usam força e velocidade, os que atacam de surpresa e até os que contam com armas bioquímicas, como o veneno. A Amazônia abriga uma das maiores diversidades de espécies do planeta. Entre tantos animais, alguns são considerados predadores por reunirem três características: capturam, matam e consomem suas presas. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Para entender como esses animais atuam na natureza, o g1 ouviu o biólogo Obed Barros, que explicou as estratégias utilizadas por cinco dos grandes predadores encontrados na Amazônia. Confira abaixo. Afinal, o que é um predador? Segundo o biólogo, para que um animal seja considerado predador, ele precisa realizar três ações durante a chamada predação: capturar, matar e consumir outro animal. Para isso, cada espécie desenvolveu características próprias que ajudam na sobrevivência e na caça. “Os predadores têm normalmente a camuflagem para aproximação. São velozes. Para matar, podem usar garras, dentes, saltos específicos, força. Existem também os que matam com armas bioquímicas, como as cobras, que matam pelo veneno e também para o consumo, como uma digestão mais rápida, um aproveitamento maior do que se come”, explicou. Amazonas tem pior nota entre estados da Amazônia Legal na proteção a defensores ambientais, revela estudo Conheça cinco grandes predadores da Amazônia. 🐆 Onça-pintada (Panthera onca) Onça pintada é considerada um dos maiores predadores da Amazônia. Edir Alves Considerada o maior felino das Américas, a onça-pintada é um dos predadores mais emblemáticos da Amazônia. O animal pode pesar entre 60 e 95 quilos e chegar a cerca de 1,5 metro de comprimento, sem contar a cauda. A espécie pode ser encontrada desde o sul do México até a Argentina. Na Amazônia, ocupa principalmente áreas de terra firme, mas também pode ser encontrada em regiões de várzea e igapó. A onça tem hábitos predominantemente crepusculares e utiliza sentidos como visão, audição e olfato para localizar suas presas. Onça-pintada e 'pantera negra' são filmadas nadando juntas em lago no AM Durante a caça, pode se aproximar silenciosamente e usar um ataque rápido para surpreender o animal. As garras ajudam a segurar a presa, enquanto a forte mordida é uma das principais armas para matá-la. A força do felino permite que ele ataque animais de grande porte, como antas. Dependendo do tamanho da presa, a onça pode permanecer se alimentando dela por vários dias. 🐍 Surucucu-pico-de-jaca (Lachesis muta) Surucucu-pico-de-jaca é vista com menos frequência na natureza Willianilson Pessoa/Arquivo Entre as serpentes da Amazônia, a surucucu-pico-de-jaca se destaca pelo tamanho. Segundo o biólogo, é a maior cobra peçonhenta encontrada na região e pode chegar a cerca de 3,5 metros de comprimento. O nome popular está relacionado à aparência da pele, formada por escamas ásperas que lembram a casca de uma jaca. A espécie apresenta coloração amarelada, com desenhos escuros em formato triangular. De hábitos solitários, a surucucu utiliza uma estratégia de espera para capturar suas presas. Ela pode permanecer imóvel até que um animal se aproxime. Surucucu-pico-de-jaca A língua auxilia na percepção de partículas e odores presentes no ambiente. A serpente também consegue perceber vibrações e possui estruturas capazes de detectar o calor emitido por outros animais. Quando identifica uma presa, realiza um ataque rápido e utiliza as presas especializadas para inocular o veneno. A substância pode provocar efeitos no sistema nervoso, danos aos tecidos e alterações na coagulação e provocar hemorragias. O veneno também auxilia no processo de digestão da presa. 🦅 Gavião-real (Harpia harpyja) Gavião-real (Harpia harpyja) fotografado em Manaus (AM) Priscilla Diniz/VC no TG Com até cerca de 1 metro de altura, o gavião-real é uma das maiores e mais impressionantes aves de rapina da Amazônia. A principal arma do animal são as garras. Os dedos fortes e as unhas, que podem chegar a aproximadamente 7 centímetros, são usados para capturar e perfurar as presas. O gavião-real vive principalmente em áreas de floresta e costuma utilizar árvores de grande porte como pontos de observação. De lá, consegue localizar animais que circulam pela mata. Gavião-real. Carlos Tuyama/Arquivo pessoal A alimentação inclui mamíferos como macacos, preguiças e roedores. Dependendo da situação, também pode atacar animais que estejam no solo ou em áreas mais abertas da floresta. Apesar do tamanho, é uma ave difícil de ser observada na natureza. 🦦 Ariranha (Pteronura brasiliensis) Ariranhas podem ser encontradas na região norte da Amazônia, em Roraima Thiago Orsi Laranjeiras/Divulgação Também conhecida como lontra-gigante, a ariranha é a maior espécie entre as lontras. No Amazonas, pode ser encontrada em rios, lagos e outros ambientes de água doce. O animal é semiaquático e vive em grupos familiares, que podem reunir de três a 20 indivíduos, dependendo da presença de filhotes. Diferentemente de outros predadores da lista, a ariranha concentra sua caça no ambiente aquático. A dieta é formada principalmente por peixes, mas outros pequenos animais também podem fazer parte da alimentação. O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) destaca que a espécie pode se alimentar de peixes como jaraqui, aracu, piranha e pacu. Viveiro de ariranhas é uma das atrações do Bosque da Ciência Jamile Alves/G1 AM A espécie também chama atenção pela comunicação. As ariranhas utilizam diferentes vocalizações para se comunicar dentro do grupo. Durante a caça, o animal captura o peixe e costuma levá-lo para a margem antes de se alimentar, começando pela cabeça. Grupos adultos são capazes de se defender de outros grandes predadores. A vida em grupo aumenta a capacidade de proteção dos indivíduos, principalmente dos filhotes. 🐊 Jacaré-açu (Melanosuchus niger) Jacaré-açu. Divulgação/Ibama Com mais de 5 metros de comprimento e podendo chegar a tamanhos ainda maiores, o jacaré-açu é o maior dos jacarés encontrados no Brasil. O animal também está entre os grandes predadores dos ambientes aquáticos da Amazônia. É um predador oportunista e pode se alimentar principalmente de peixes, mas também capturar aves e outros animais que se aproximam da água. Carcaças também podem fazer parte da alimentação. A estratégia de caça envolve o fator surpresa. Dentro da água, o jacaré pode se aproximar por baixo e atacar rapidamente. Nas margens, também pode avançar sobre animais que estejam próximos. Parte 01: Em Presidente Figueiredo, projeto piloto maneja jacaré-açu em cativeiro Quando captura uma presa de grande porte, utiliza a força da mandíbula e movimentos do corpo para arrancar pedaços. A mordida é uma das principais armas do jacaré-açu, que consegue exercer grande pressão com as mandíbulas.
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