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    Mulher é presa em flagrante suspeita de injúria racial por chamar criança de 'macaco' em Caruaru

    14 hours ago

    Mulher é presa em flagrante suspeita de cometer racismo contra criança em Caruaru Uma mulher de 40 anos foi presa em flagrante na manhã desta quinta-feira (17), em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, suspeita de cometer o crime de injúria racial contra um menino de 11 anos. Segundo a Polícia Civil, Ilária Lindalva da Silva foi até a casa da criança e a chamou de “macaco”. A suspeita estava em liberdade condicional, fazia uso de tornozeleira eletrônica e agora permanece à disposição da Justiça. Ainda segundo a polícia, esta não é a primeira vez que Ilária Lindalva da Silva é acusada de praticar ofensas racistas contra a mesma vítima. Em 2024, ela foi presa após agredir verbalmente e ameaçar o menino, que na época tinha 8 anos. ✅ Receba as notícias do g1 Caruaru e região no seu WhatsApp O novo episódio ocorreu três anos após os fatos que deram origem ao processo criminal envolvendo a família da criança. Conforme as informações da investigação, a suspeita voltou a se dirigir à residência das vítimas e repetiu a ofensa de cunho racista contra o menino, atualmente com 11 anos. De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, a prisão foi realizada por equipes da 89ª Delegacia de Polícia de Caruaru, no bairro do Salgado. A mulher foi autuada em flagrante pelo crime de injúria qualificada por motivação racial. Após os procedimentos administrativos, ela foi encaminhada para audiência de custódia. Condenada em 2024 por crime de racismo Em julho de 2024, a Justiça condenou Ilária Lindalva da Silva pelo crime de racismo. O processo teve como vítimas integrantes da mesma família do menino que, segundo a Polícia Civil, ela voltou a ofender. A sentença da 4ª Vara Criminal de Caruaru fixou pena de 10 anos e seis meses de reclusão, além de um mês de detenção e pagamento de multa. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), os crimes ocorreram em julho de 2023, quando a acusada teria ofendido quatro integrantes de uma mesma família com expressões racistas, como “bando de macacos” e “família de macacos”. O processo também apontou ameaças contra uma das vítimas e outros atos de intimidação. Na decisão, a magistrada entendeu que ficou comprovada a prática do crime de racismo contra os integrantes da família, além do crime de ameaça. Conforme a sentença, a acusada discriminava as vítimas em razão da cor da pele e chegou a praticar outros atos de hostilidade contra os vizinhos. O g1 procura a defesa de Ilária Lindalva da Silva. 89ª Delegacia de Polícia de Caruaru Reprodução/Google Street View
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