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    Mulher é condenada após se recusar a contratar cuidadora por ela ‘parecer gordinha’, em Goiânia

    16 hours ago

    Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em Goiânia, Goiás Reprodução/TRT Uma mulher foi condenada a pagar R$ 5 mil, por dano moral depois de recusar a contratar uma cuidadora por ela parecer "gordinha", em Goiânia. De acordo com a sentença, a trabalhadora não foi contratada com a justificativa de que suas características físicas poderiam trazer risco de problemas de convivência com a avó da empregadora. A resposta negativa aconteceu através de conversa no WhatsApp. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Na sentença, a juíza condenou a empregadora a pagar R$ 5 mil por dano moral. Até a última atualização dessa matéria, o g1 não conseguiu contato com a defesa da empregadora. De acordo com a sentença, a trabalhadora tentava contratação para o cargo de cuidadora de uma idosa de 95 anos, mas na entrevista feita pela neta da idosa através do aplicativo de mensagens, a mulher escreveu: “Como percebi na foto que vc é gordinha, prefiro ser direta a vc e dizer, antes que possa ocorrer algum desentendimento durante a diária. Já tivemos alguns problemas antes e com as circunstâncias, preferimos não contratar”. Agora no g1 Ainda na sentença, a juíza da 6ª Vara do Trabalho da capital cita que a defesa da acusada argumentou que o episódio não passou de sondagem preliminar de perfil, sem qualquer promessa de contratação, e que a ponderação sobre o biotipo da candidata decorreu de legítimo juízo de cautela, tendo em vista o histórico comportamental de sua avó, idosa de 95 anos portadora de lapsos de demência. LEIA TAMBÉM: ‘Negra imunda’ e ‘viado nojento’: ex-dirigentes de escola viram réus por racismo e homofobia contra servidores, em Goiás Adolescente denuncia racismo no trabalho: ‘Fizeram uma identidade em que a minha foto era um macaco’ Treinador denuncia que foi alvo de racismo após jogo de futebol, em Goiânia A magistrada Wanessa Rodrigues Vieira, entendeu que durante a entrevista o critério usado para dispensar a trabalhadora foi discriminatório com base nas características físicas, podendo causar abalo à dignidade e à autoestima da trabalhadora. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
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