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    MP recomenda suspensão de auxílio-transporte de R$ 2,5 mil a vereadores de Rorainópolis

    20 hours ago

    Câmara Municipal de Rorainópolis, em Roraima Anderson Santos/Rede Amazônica/Arquivo O Ministério Público de Roraima (MPRR) recomendou que a Câmara Municipal de Rorainópolis, no Sul do estado, suspenda imediatamente o pagamento de um auxílio-transporte mensal de R$ 2,5 mil aos vereadores. A informação foi divulgada nesta terça-feira (18) pelo órgão. A recomendação pede que a Câmara não autorize nem faça pagamentos com base na Resolução nº 012/2025, que criou o auxílio mensal e fixo para os vereadores. O documento foi elaborado pela Promotoria de Justiça de Rorainópolis. O g1 procurou a Câmara Municipal sobre o assunto, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. O órgão tem 13 vereadores. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp O MPRR informou que a Lei Municipal nº 509/2024 já havia estabelecido os subsídios dos vereadores para a legislatura de 2025 a 2028, seguindo as regras previstas na Constituição Federal. Segundo o órgão, a lei não prevê expressamente o pagamento de uma vantagem adicional desse tipo. A recomendação também destaca que a Câmara possui uma norma específica para o pagamento de despesas de viagens oficiais. Ela estabelece o pagamento de diárias a vereadores e servidores do Legislativo municipal para cobrir gastos com hospedagem, alimentação, transporte e deslocamento. Agora no g1 LEIA TAMBÉM: MP recomenda que prefeitura de Boa Vista resolva falta de dentistas em UBSs mesmo após repasses MPC vê 'agiotagem' em empréstimos com desconto no salário de servidores em Roraima MP recomenda regularizar Creas de Baliza após inspeção apontar pragas e falta de servidores Segundo o promotor de Justiça Paulo Augusto Brígido, o pagamento do auxílio, somado aos valores já previstos para despesas de deslocamento, pode configurar o recebimento de duas vantagens para a mesma finalidade. Segundo ele, isso afronta os princípios constitucionais da moralidade, economicidade e eficiência na administração pública. “Além disso, a realização e o recebimento de repasses sem a devida comprovação da despesa podem caracterizar enriquecimento ilícito e dano ao erário, conforme previsto na Lei de Improbidade Administrativa”, ressalta o promotor. A Câmara de Rorainópolis tem 10 dias úteis para informar ao MP quais medidas adotou para cumprir a recomendação. Caso não cumpra as medidas ou deixe de responder, o ministério poderá ajuizar uma Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
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