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    MP-BA ajuíza ação contra clínica responsável por cirurgias de catarata que causaram perda de visão em mais de 10 pacientes

    23 hours ago

    Clínica Clivan, localizada na Avenida Garibaldi, em Salvador Reprodução/TV Bahia O Ministério Público da Bahia (MP-BA) ajuizou uma ação contra a clínica responsável pelas cirurgias de catarata que causaram perda de visão em mais de 10 pacientes, em Salvador. A informação foi divulgada pelo órgão nesta quinta-feira (23). Além do Instituto de Oftalmologia e Hospital de Olhos (Clivan), que é particular mas atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a Prefeitura de Salvador e o Governo da Bahia também foram citados. (Confira os posicionamentos abaixo) O acionamento aconteceu no dia 15 de julho, quase cinco meses após os procedimentos. A Justiça já havia determinado, em maio, o afastamento de três médicos investigados pelas cirurgias. Não há detalhes sobre a situação atual deles. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Conforme o MP-BA, pelo menos 15 pacientes perderam totalmente a visão, 6 sofreram perda parcial e outros necessitaram de acompanhamento prolongado e programas especializados de reabilitação. As apurações indicam ainda a possibilidade de existência de outras vítimas ainda não identificadas. Agora no g1 Em nota, o órgão informou que a ação se baseou em inspeções e investigações realizadas pela Vigilância Sanitária Municipal, Conselho Regional de Medicina a Bahia (Cremeb), Núcleo Estadual de Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (Neciras) e pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs/BA). Pacientes também foram ouvidos. O que pede o MP-BA Segundo o órgão, foi solicitado, em caráter liminar, que a Justiça determine à Clivan que não realize cirurgias oftalmológicas até que seja comprovada sua regularização, preserve a documentação relacionada aos procedimentos realizados no mutirão e garanta assistência integral às vítimas. Ao município e ao estado, foi pedido que mantenham a suspensão das atividades cirúrgicas da clínica e vedem novos encaminhamentos de pacientes à unidade, enquanto não comprovada a completa regularização do estabelecimento, assim como como garantam assistência integral, contínua e individualizada às vítimas. Dentre outros pedidos, o Ministério Público também solicitou à Justiça que, ao final do processo, os três acionados promovam a reparação integral dos danos individuais sofridos pelas vítimas e o pagamento de indenização por danos morais coletivos. O que dizem os envolvidos Em nota enviada à TV Bahia, a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) manteve o posicionamento de que a clínica citada não disponibilizava vagas para a rede estadual desde dezembro de 2025 e que nenhum dos pacientes envolvidos no caso é da lista da pasta ou foi encaminhado pela rede estadual. A equipe de reportagem também entrou em contato com a Clivan e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), mas não teve retorno até a última atualização deste texto. Relembre o caso As cirurgias aconteceram no dia 26 de fevereiro. Ao todo, segundo apuração do MP-BA, foram realizados 138 procedimentos em idosos. Destes, 33 apresentaram complicações. Eles passaram a ser acompanhados no Hospital Geral do Estado (HGE) e no Hospital Santa Luzia. Segundo a Polícia Civil (PC), o grupo registrou denúncias de lesão corporal culposa. Há também indícios dos crimes de perigo para a vida ou saúde e infração de medida sanitária preventiva. Após o surgimento dos casos, a Clivan foi interditada. O g1 tenta confirmar a situação atual da clínica. LEIA MAIS: Na Bahia, vítima de erro médico tem peças de metal no corpo há 15 anos Após secretaria admitir erro de hospital que entregou rim de jovem à família, diretor da unidade é exonerado na Bahia Família processa clínica após morte de idoso no norte da Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻
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