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    Médico é condenado por negligência em atendimento a adolescente que morreu no RN

    há 3 semanas

    UPA Nova Esperança, em Parnamirim, na Grande Natal, suspende atendimento por falta de médicos Geraldo Jerônimo/Inter TV Cabugi Um médico foi condenado pelo crime de homicídio culposo por negligência e imprudência no atendimento a um adolescente que morreu em Parnamirim, na Grande Natal. O estudante morreu em abril de 2018, após ser infectado pelo vírus Influenza A, conhecido como H1N1. O processo criminal tramitou na Primeira Vara Criminal de Parnamirim após denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp A sentença fixou a pena em um ano e quatro meses de detenção em regime inicialmente aberto. Pela legislação, a pena privativa de liberdade foi substituída por duas restritivas de direitos: prestação de serviços comunitários e pagamento de cinco salários-mínimos. Cabe recurso da decisão. Segundo a denúncia do MP, o paciente buscou atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Esperança com sintomas graves, como dificuldade para respirar, febre e histórico de desmaio. Agora no g1 O jovem recebeu uma classificação de risco na cor laranja, que indicava um caso muito urgente. O médico que foi condenado realizou o atendimento inicial na noite do dia 25 de abril daquele ano. O profissional de saúde prescreveu soro fisiológico, corticoide e analgésico, liberando o adolescente cerca de duas horas após a sua entrada na unidade de saúde. Segundo o MP, o médico não solicitou exames de imagem ou de laboratório para avaliar o quadro respiratório do paciente. "A liberação ocorreu sem que fossem registradas orientações para o acompanhamento em casa ou uma reavaliação detalhada dos sinais vitais", informou o Ministério Público. Na manhã seguinte, o adolescente apresentou uma piora severa no estado de saúde, com extremidades ficando roxas e tosse com sangue. Ele foi levado novamente para a mesma UPA, onde foi atendido por outro médico da equipe. O jovem precisou receber suporte respiratório, sendo entubado, e aguardou uma vaga em leito de UTI, mas faleceu no início da tarde do mesmo dia. Exames complementares realizados posteriormente identificaram que o paciente estava infectado pelo vírus Influenza A, conhecido como H1N1. A infecção provocou uma síndrome respiratória aguda que evoluiu para um choque séptico e insuficiência respiratória, causando o óbito. Perícia constatou falha, diz MP Diante da situação, o MPRN instaurou um procedimento investigatório criminal para apurar a conduta do profissional que realizou o primeiro atendimento e contratou uma perícia médica terceirizada. O parecer médico pericial emitido pelos especialistas apontou que o profissional agiu com negligência ao deixar de utilizar os meios de diagnóstico disponíveis. A perícia técnica contratada indicou também imprudência na concessão de uma alta médica prematura. O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte também analisou o caso por meio de um processo ético-profissional. A Primeira Câmara de Julgamento do órgão de classe deliberou de forma unânime pela culpabilidade do médico. O tribunal de ética constatou a infração aos artigos que proíbem causar dano ao paciente por omissão e deixar de usar os meios necessários para o tratamento. Vídeos mais assistidos do g1 RN
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