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    Médico de Cuiabá é alvo de ação por suspeita de receber R$ 298 mil sem trabalhar carga horária completa

    há 1 mês

    O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) entrou com ação por improbidade administrativa contra o médico Alcindo Fernandez. Reprodução Vídeos em alta no g1 O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) entrou com ação por improbidade administrativa contra o médico Alcindo Fernandez, servidor da rede municipal de Cuiabá, por suspeita de receber cerca de R$ 298.628,82 sem cumprir a carga horária de trabalho em 2023. A ação foi protocolada em abril de 2026 e tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas. O g1 tenta localizar a defesa de Alcindo. De acordo com a ação, o médico atuava no Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, com jornada de 20 horas semanais, mas teria trabalhado menos do que o previsto ao longo do ano. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp As investigações apontam que, em alguns períodos, ele exercia atividades em um hospital particular nos mesmos horários em que deveria estar na unidade pública. Segundo o Ministério Público, documentos da Prefeitura de Cuiabá mostram que, entre fevereiro e dezembro de 2023, a carga horária cumprida foi bem inferior à exigida. Durante a investigação, o médico alegou que trabalhava de forma remota por fazer parte do grupo de risco da Covid-19. No entanto, o Ministério Público contesta a justificativa e afirma que não há autorização para trabalho remoto, além de indicar que ele atuava presencialmente na rede privada no mesmo período. Ainda conforme a ação, a Secretaria Municipal de Saúde informou que não havia permissão para trabalho não presencial em 2023. Diante disso, o Ministério Público pediu à Justiça o bloqueio de bens do investigado até o valor apontado, além da condenação por improbidade administrativa e a devolução do dinheiro aos cofres públicos.
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