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    MC Poze do Rodo é preso pela PF

    há 2 meses

    MC Poze do Rodo é preso pela PF MC Poze é preso em casa no Recreio, na Zona Sudoeste do Rio Reprodução / TV Globo O MC Poze do Rodo foi preso, nesta quarta-feira (15), pela Polícia Federal (PF). O cantor é um dos alvos da Operação Narcofluxo, contra uma organização criminosa acusada de fazer lavagem de dinheiro e transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão. Agentes da PF foram no início da manhã para a casa de Poze, em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro — exatamente onde, no mês passado, o cantor foi vítima de um assalto. O g1 apurou que a PF tentava cumprir outros 2 mandados de prisão no RJ. Em Bertioga, no litoral paulista, policiais federais prenderam o MC Ryan SP. A defesa de Pose afirmou que desconhecia os autos ou teor do mandado de prisão. “Com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário.” MC Poze é preso em casa no Recreio dos Bandeirantes Reprodução Prisão no ano passado No ano passado, o MC foi preso pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Polícia Civil do RJ, por apologia ao crime e por envolvimento com o tráfico de drogas — na ocasião, o cantor também era investigado por lavar dinheiro do Comando Vermelho (CV) Segundo a DRE, Poze realizava shows exclusivamente em áreas dominadas pelo CV, com a presença ostensiva de traficantes armados com fuzis, a fim de garantir a “segurança” do artista e do evento. Ainda de acordo com a delegacia, o repertório das músicas de Poze “faz clara apologia ao tráfico de drogas e ao uso ilegal de armas de fogo” e “incita confrontos armados entre facções rivais, o que frequentemente resulta em vítimas inocentes”. A especializada afirma que shows de Poze são estrategicamente utilizados pela facção “para aumentar seus lucros com a venda de entorpecentes, revertendo os recursos para a aquisição de mais drogas, armas de fogo e outros equipamentos necessários à prática de crimes”. “A Polícia Civil reforça que as letras extrapolam os limites constitucionais da liberdade de expressão e artística, configurando crimes graves de apologia ao crime e associação para o tráfico de drogas. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e os financiadores diretos dos eventos criminosos”, declarou a instituição. A prisão foi em 29 de maio. Em 3 de junho, ele foi solto, após a Justiça conceder um habeas corpus.
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