Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Mãe reencontra bebê sequestrada no MS após sete dias de angústia: ‘Estou muito feliz’

    23 hours ago

    Mulher é presa suspeita de sequestrar bebê para 'salvar' casamento. Foram sete dias de angústia até que a família de Raquele, de 17 anos, pudesse reencontrar a pequena Ayla. Segundo a polícia, a adolescente foi atraída para uma armadilha por uma mulher que havia conhecido em um grupo de doação de roupas e fraldas no WhatsApp. A mulher se apresentava como Carol e dizia ter um bebê. Depois de ganhar a confiança da adolescente, teria oferecido a ela um trabalho como babá, por R$ 100. “Eu pensei comigo que eu ia conseguir comprar as coisinhas da neném, ajudar minha avó também”, contou Raquele. O encontro aconteceu em 6 de agosto. A adolescente foi até o endereço acompanhada da irmã de 12 anos. Segundo o relato, a mulher aparentava agir normalmente, ofereceu água às duas e, depois, chamou Raquele para conhecer outra parte da casa. Ao entrar em uma segunda construção no fundo do imóvel, a adolescente encontrou um homem. Segundo ela, ele tentou fazê-la desmaiar. Raquele fingiu ter perdido a consciência e, ainda assim, foi amarrada. A polícia afirma que a mulher não morava no imóvel. Ela teria alugado a casa do inquilino que estava no local com o objetivo de realizar o sequestro. Segundo Raquele, os criminosos disseram que o sequestro estaria relacionado a uma suposta dívida do pai da bebê. Ela também foi ameaçada. “Eles falaram que se eu chamasse a polícia, depois ia matar alguém da minha família”, relatou. Mãe reencontra bebê sequestrada no MS após sete dias de angústia: ‘Estou muito feliz’ Reprodução/TV Globo Mentiras para despistar a família Enquanto Raquele e a irmã estavam desaparecidas, a tia da adolescente tentou entrar em contato com a mulher que havia oferecido o suposto emprego. A suspeita afirmou que as duas já tinham ido embora e que haviam chamado um carro por aplicativo. Depois, apresentou outra versão: disse que Raquele teria ido para a casa do pai da bebê. As duas adolescentes foram deixadas de olhos vendados em um terreno próximo à casa. Quando voltaram para casa, a família decidiu contar à polícia o que realmente havia acontecido. A tia também enviou uma nova mensagem para a suspeita: “Entrega a neném, pelo amor de Deus.” A polícia descobriu que não existia nenhuma mulher chamada Carol. Os investigadores identificaram a suspeita como Suzilaine da Graça Costa. Suzilaine da Graça Costa Reprodução/TV Globo Filha da suspeita ajudou a polícia De acordo com a investigação, a própria filha de Susilaine acabou dando uma das primeiras pistas sobre o paradeiro da bebê. Ela chegou do trabalho e encontrou a mãe com a criança. Ao questionar o motivo de o bebê estar na casa, Susilaine teria respondido que era filha de uma amiga que ela estava ajudando. A filha viu as notícias sobre o sequestro e passou a desconfiar que a criança pudesse ser a bebê procurada. Segundo a polícia, ela questionou novamente a mãe e pediu que a criança fosse retirada da casa. A suspeita então teria trocado a roupa da bebê, colocado um body azul, trocado o bebê-conforto e chamado um motorista de aplicativo. Em seguida, deixou Campo Grande em direção à fronteira com o Paraguai. Os investigadores acompanharam o deslocamento e identificaram que ela passava por cidades em direção a Pedro Juan Caballero. A polícia brasileira entrou em contato com as autoridades paraguaias. Bebê foi encontrada no Paraguai Susilaine atravessou para Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia próxima a Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. Segundo a polícia, ela passou por uma região onde não havia posto de fronteira. As autoridades paraguaias localizaram a casa para onde a mulher havia ido, em um bairro residencial. Susilaine e o companheiro tinham alugado o imóvel havia cerca de três meses. Depois da confirmação de que a bebê estava no local, foi solicitado um mandado de busca. Quinze policiais paraguaios participaram da operação que terminou com o resgate de Ayla. O companheiro de Susilaine, Alex Melo de Abreu, também foi preso. Segundo as autoridades, ele apresentou documentação falsa e era foragido da Justiça brasileira, com condenação por homicídio. Em depoimento, Alex afirmou que acreditava ser pai da criança e que chegou a comprar roupas e outros itens para o bebê. Polícia diz que sequestro tinha outro objetivo As investigações apontam que o plano teria sido arquitetado por Susilaine e não teria como objetivo obter dinheiro. Segundo a polícia, ela teria sequestrado Ayla para sustentar uma mentira de gravidez e tentar salvar o relacionamento com o companheiro. A investigação aponta que os dois haviam rompido o relacionamento e reataram depois que Susilaine disse que estava grávida. O sonho do companheiro, segundo os investigadores, era ter uma menina. Antes do sequestro, Susilaine teria monitorado outra mulher que também daria à luz próximo da data do nascimento de Ayla. O bebê, porém, seria um menino. A polícia afirma ainda que a suspeita criou personagens e versões falsas para dificultar a investigação. “O único depoimento que não coincidiu com os outros foi o dela. [Ela] continuou trazendo personagens na história, pessoas que não existiram, para dificultar toda a nossa linha de raciocínio”, afirmou um investigador. O casal está preso. O inquilino do imóvel usado como cativeiro também foi preso. Em nota, o advogado dele afirmou que o cliente apenas emprestou o imóvel e não tinha relação com o crime. As defesas de Alex e Susilaine não foram localizadas. Em depoimento, Susilaine negou ter forjado uma gravidez e roubado a criança. Para Raquele e a família, depois de sete dias de buscas, o que importa agora é cuidar de Ayla. “Estou muito feliz, porque recuperei minha bebê”, disse a mãe. 'Estou muito feliz, porque recuperei minha bebê': o reencontro entre mãe e bebê sequestrada no MS Reprodução/TV Globo GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial
    Artigo Seguinte
    Motorista morre e mulher fica ferida após caminhonete capotar na BR-316, no MA

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário