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    Lula defende aumento de pena para feminicídio: 'o cidadão que bater na mulher vai ter que ser punido'

    18 hours ago

    Lula ao lado da governadora Fátima Bezerra durante evento no Rio Grande do Norte. Ricardo Stuckert/PR Nesta quinta-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o aumento da pena para o crime de feminicídio. A fala ocorre enquanto Flávio Bolsonaro (PL) se desgasta com mulheres após crise com Michelle Bolsonaro. Em discurso ao lado da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), Lula afirmou que é preciso endurecer a punição para agressores e disse que "todo homem precisa saber que só existimos porque nascemos de uma mulher". "Nós estamos fazendo o Pacto contra o Feminicídio. E vamos endurecer. O cidadão que bater na mulher vai ter que ser punido, vai ter que utilizar tornozeleira e, se a mulher quiser, não vai nem encostar mais perto da mulher. E aumentar a pena para quem mata mulher. Não é possível o cidadão trancar a mulher e o filho em casa e tocar fogo, o cidadão dar 66 socos na cara da mulher", afirmou o presidente, dizendo que a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, está à frente da pauta. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública indica que o Brasil registrou 399 vítimas de feminicídio entre os meses de janeiro e março deste ano. Isso significa que uma mulher foi vítima de feminicídio no Brasil a cada 5 horas e 25 minutos no primeiro trimestre de 2026, em média. Crise de Flávio Bolsonaro e ex-primeira-dama A declaração de Lula acontece um dia depois de Flávio Bolsonaro participar de evento com mulheres do PL. Na oportunidade, ele citou a crise com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que disse ter sido desrespeitada pelo senador em ligação. Ele ainda disse que ela estava "mal informada" ao rebater republicações sobre festas dadas por Daniel Vorcaro, do Banco Master. De acordo com a equipe do pré-candidato, a reunião com as lideranças femininas do PL foi marcada antes da divulgação do vídeo com críticas a ele por Michelle. Flávio também disse respeitar "demais" a ex-primeira-dama e afirmou acreditar que ela vai caminhar ao seu lado nas eleições deste ano. O objetivo do encontro nesta quarta, segundo a assessoria, foi "ouvir propostas" para construir um Plano de Ações para Mulheres. Outra iniciativa de Flávio Bolsonaro durante o evento foi criticar fala do youtuber Paulo Figueiredo, aliado de seu irmão Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. No dia 25 de junho, Fiqueiredo disse que "mulher vota muito mal" e fazer ataques a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em razão do vídeo divulgado por ela com críticas ao filho de Jair Bolsonaro. “Quero repudiar veementemente a fala do Paulo Figueiredo sobre as mulheres. Foi completamente equivocado. Ele não faz parte da nossa campanha”, disse Flávio, segundo a assessoria do pré-candidato à Presidência. [Texto em atualização]
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