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    Líder religioso de Bashar al-Assad é condenado a prisão perpétua na Síria

    13 hours ago

    Quem é o Bashar al-Assad, condenado pela Síria à pena de morte A Justiça da Síria condenou à prisão perpétua o ex-grande mufti Ahmed Badreddin Hassoun, líder religoso que exerceu suas funções durante o governo de Bashar al-Assad, nesta segunda-feira (24). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Hassoun, que ocupou o cargo durante 16 anos, era conhecido por sua proximidade com o presidente deposto e por suas frequentes aparições ao lado dele em cerimônias e atos religiosos. Presidente da Síria Bashar al-Assad, que governa o país desde a morte de seu pai, em 2000. JOSEPH EID / AFP Ele recebeu a pena por "estimular a guerra civil e os confrontos confessionais". Além disso, também foi condenado a outras penas de prisão, com penas entre três e 20 anos, por "incitação intencional ao assassinato, participação direta" em assassinatos e por ter estimulado o "ódio confessional e racial". Além disso, ele foi condenado a outras penas de prisão, de entre três e 20 anos, por "incitação intencional ao assassinato, participação direta" em assassinatos e por ter estimulado o "ódio confessional e racial". Esta é a 10ª sentença anunciada contra uma figura do regime de Assad pelas novas autoridades islâmicas, mas a primeira proferida contra um líder religioso. Bashar al-Assad condenado à morte Bashar Al-Assad é condenado à morte na Síria Há duas semanas, o tribunal de Damasco fez história ao condenar à morte Bashar al-Assad, que governou a Síria durante 24 anos, até ser deposto em 2024. Segundo o tribunal, Assad foi condenado pelos seguintes crimes: Homicídio premeditado; Homicídio doloso de mais de uma pessoa; Homicídio doloso de crianças menores de 15 anos; Homicídio doloso acompanhado de atos de tortura e brutalidade; Incitação, em múltiplas ocasiões, ao homicídio premeditado e doloso; Tortura e tortura que resultou em morte; Privação de liberdade em múltiplas ocasiões. "Em nome do povo árabe da Síria, o Tribunal decide, por unanimidade, condenar à morte o réu foragido Bashar al-Assad por crimes contra a humanidade e crimes de guerra”, afirmou o juiz Fakhr al-Aryan. Membros da família do ex-ditador também já foram condenados. Na terça-feira (18), Wassim al-Assad, primo de al-Assad, se tornou o 4º membro da família a receber a pena de morte. Wassim foi considerado culpado por vários assassinatos e por “assassinato acompanhado de tortura e brutalidade, classificados como crimes contra a humanidade e crimes de guerra”, o que levou à sua pena de morte, segundo o juiz Fakhr al-Din al-Aryan, do Quarto Tribunal Penal de Damasco. O irmão de Bashar, Maher al-Assad, e outro primo, Atef Najib foram acusados de crimes contra a humanidade e crimes de guerra durante os 14 anos de guerra civil na Síria, que deixou cerca de 500 mil mortos. Atef Najib, primo de Bashar al-Assad e ex-chefe do Departamento de Segurança Política de Daraa, aparece em jaula durante julgamento no Palácio da Justiça, em Damasco, na Síria. Foto de 26 de abril de 2026. AP Photo/Ghaith Alsayed/Arquivo Dos quatro membros da família Assad condenados à morte até o momento, apenas Najib e Wassim estão presos pela Síria. Bashar al-Assad e seu irmão estão exilados na Rússia desde dezembro de 2024, quando fugiram de uma investida-relâmpago do grupo rebelde HTS na capital Damasco. Ainda não se sabe se os dois primos de Assad serão de fato executados pela Síria. Por conta da magnitude que o regime de Assad tinha, é possível que a rede ligada ao ex-ditador consiga impedir o cumprimento dessas sentenças ou possíveis atenuações. ➡️ Assad governou a Síria durante 24 anos, sendo que a segunda metade de seu regime foi marcada por uma guerra civil sangrenta. Seu governo foi acusado de conduzir assassinatos, prisões arbitrárias e torturas durante o conflito. O regime de Assad foi se enfraquecendo aos poucos, principalmente a partir de 2022 com uma redução da ajuda russa por conta da guerra na Ucrânia. Uma ofensiva fulminante de duas semanas do grupo rebelde HTS derrubou seu regime. LEIA TAMBÉM: Síria encontra restos do programa de armas químicas de Bashar al-Assad Reforço militar e disputa interna: por que o Irã pode não querer encerrar a guerra e busca escalar o conflito
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