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    Justiça mantém prisão de Eduardo Razuk, influencer que rifava carros de luxo; defesa nega ilegalidade em sorteios

    1 day ago

    Como funcionavam as rifas do influencer suspeito de movimentar R$ 100 milhões em MS A Justiça manteve na manhã desta quinta-feira (20), a prisão do influencer Eduardo Razuk, detido na última terça-feira (18), em Campo Grande, na Operação Rodas da Sorte, que investiga esquema que movimentou mais de R$100 milhões em seis meses com rifas ilegais de carros de luxo. O irmão de Eduardo, Rafael Razuk e outras duas pessoas também foram presas por suspeita de envolvimento no esquema (veja o vídeo acima). Ao g1, o advogado de Eduardo Razuk, Thiago Bunning, alega que os sorteios dos carros não eram ilegais (leia a íntegra mais abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A defesa de Rafael Razuk, João Paulo Calves, afirnou que as prisões são ilegais (leia a íntegra mais abaixo). A investigação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc) aponta que o grupo realizava sorteios sem autorização nas redes sociais e usava empresas para tentar dar aparência de legalidade aos valores, lavando o montante milionário obtido com as rifas. A polícia apreendeu 22 veículos de luxo. Somados os valores de mercado, os carros estão avaliados entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões. Dois relógios de luxo também foram apreendidos. Segundo a polícia, os presos são suspeitos de envolvimento nos seguintes crimes: Prática de rifas ilegais - realização de sorteios de carros de luxo sem a devida autorização legal ou por meio de entidades sem competência para tal; Lavagem de dinheiro - uso de empresas no Rio de Janeiro e na Paraíba para sofisticar o esquema, apagar o histórico ilícito e dar uma falsa aparência de legalidade aos valores arrecadados, que ultrapassaram cem milhões de reais em seis meses; Associação criminosa - formação de esquema coordenado entre os investigados e empresas de diferentes estados para burlar a fiscalização. O que diz a defesa de Eduardo Razuk “A decisão do juiz na audiência de custódia é por manter a prisão, porque ele se diz incompetente para apreciar qualquer pedido de liberdade, deixa que a juíza do núcleo de garantia, que foi quem decretou a prisão, aprecie algum pedido, mas a gente também tem a possibilidade e acredito que essa estratégia vai ser adotada de entrar com habeas corpus direto no Tribunal de Justiça.” A gente teve acesso à investigação só no final do dia de ontem e, tendo acesso à investigação, a gente pôde verificar que o delegado considera que não haveria autorização para os sorteios, mas é importante dizer que todos os sorteios são autorizados por uma loteria oficial, estão registrados esses sorteios, foram auditados e toda a renda que o Eduardo e a empresa dele obtêm a partir da divulgação desses sorteios, toda a renda referida por ele é declarada no imposto de renda. Os tributos são pagos, todos os bens que ele adquiriu, inclusive os veículos que foram apreendidos, estão todos registrados no nome dele, com documento, nota fiscal. Então não há nenhum crime antecedente, que o delegado disse e acusa eles, de fazerem apostas, sorteios sem autorização, com loteria, porque é autorizado, e também não há lavagem de dinheiro, porque os bens são todos registrados no nome dele, com tributos pagos e com toda a documentação. Eu tenho certeza que isso vai ser comprovado. A loteria é uma loteria oficial do Estado da Paraíba, há uma lei que regulamenta isso e autoriza todo o sorteio da forma que ele é feito. Se baseia é que o Eduardo em si não teria autorização para ter sorteio, mas o Eduardo é quem divulga o sorteio. Óbvio, é uma confusão aqui de ser ele que promove ou não. Essa é uma questão jurídica, um debate de uma interpretação do advogado, do delegado, que a defesa tem outra interpretação, mas isso não é uma questão para manter alguém preso. Tanto Eduardo quanto o Rafael são primários, têm bons antecedentes, os bens estão todos no nome dele, eles nunca foram chamados para prestar esclarecimento sobre o sorteio, para apresentar alguma documentação sobre os sorteios, não tiveram chance de se defender, foram direto presos e estão presos por conta de um crime que não tem violência, não tem grave ameaça, que jamais foram chamados a se justificar. O delegado alega a ocorrência de sorteios desde 2019, a gente não sabe se isso ainda está comprovado, mas todos esses sorteios que foram feitos desde dezembro de 2025 são registrados e têm um número de registro e toda documentação junto a uma loteria oficial". O que diz a defesa de Rafael Razuk “Ele entendeu que ele não seria o competente para analisar os argumentos que nós lançamos e agora a defesa vai encaminhar um habeas corpus para sustentar a ilegalidade dessas prisões. É comum que a audiência de custódia, quando a prisão é por mandado, é de prisão preventiva, é comum que normalmente não se resolva agora direto na audiência. Tecnicamente o juiz poderia analisar os requisitos, porém ele entendeu por bem deixar a cargo da juíza das garantias que foi quem decretou a prisão e aí ele se deu por incompetente. Primeiro porque a gente entende que não tem os requisitos da prisão, especialmente a periculosidade deles que não coloca em risco a sociedade e especialmente em razão da ausência dos elementos centrais da existência de crime.”
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